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	<title>Um bicho de Rondônia</title>
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	<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 04:19:55 +0000</pubDate>
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		<title>Apartamento 110 - Parte 3</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 04:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto é parte de uma série. É recomendável começar na primeira parte.
Alfredo nunca tinha presenciado uma desordem tão assustadora quanto a que se estabeleceu na sua casa nova após uma semana. A pia não tinha mais espaço sequer para uma colher de chá suja. Restos de hambúrguer davam ao lixeiro da cozinha um cheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><em>Este texto é parte de uma série. É recomendável começar na <a href="http://bichoderondonia.com/2008/06/04/apartamento-110-parte-1/">primeira parte</a>.</em></p>
<p>Alfredo nunca tinha presenciado uma desordem tão assustadora quanto a que se estabeleceu na sua casa nova após uma semana. A pia não tinha mais espaço sequer para uma colher de chá suja. Restos de hambúrguer davam ao lixeiro da cozinha um cheiro especial, e a companhia constante de moscas de várias gerações, nascidas ali mesmo. Copos sujos se acumulavam por toda a casa, e o chão do quarto era forrado por roupas sujas e sapatos jogados. O colchão estava úmido devido à presença ininterrupta de uma toalha molhada sobre ele.</p>
<p>O pior de tudo eram as refeições, que não ficavam prontas mais. Era necessário fazer ou comprar pronto sempre. Por não ter dinheiro suficiente para comer fora todo dia o rapaz começou a fazer seu próprio lanche. Com isto, sua qualidade de alimentação caiu, já que ele era péssimo na cozinha.</p>
<p>Com a limpeza ele se virava como podia. Lavava um prato toda vez que ia usá-lo e devolvia-o à pia. Resolveu o problema dos copos com copos descartáveis, mas ganhou mais problema com o lixo, além de ferir sua consciência ecologicamente correta.</p>
<p>Noite após noite Alfredo dormia esperando encontrar tudo arrumado na manhã seguinte. Achou que fosse um problema temporário, sabe-se lá em quê especificamente. Fechava os olhos e abria de novo para ver se resolvia. Escondia o rosto no travesseiro e depois verificava o resultado. Nada funcionava.</p>
<p>Conviveu com a sujeira e a bagunça por oito dias, até que considerou aquilo tudo insuportável. Na manhã do nono dia de desespero resolveu tentar fazer algo. Pegou a primeira camiseta que achou no chão, vestiu-a e foi para o apartamento ao lado. Bateu insistentemente até que Jairo, com cara de sono, atendesse a porta.</p>
<p>- Jairo, socorro - disse ele enquanto entrava apressado na casa do amigo. As coisas não estão se arrumando na minha casa.</p>
<p>- Como é, Alfredo?</p>
<p>- A pia tem louça suja há uma semana, o lixo está transbordando no cesto, as roupas estão espalhadas pelo chão, até as peças que usei segunda passada&#8230; o caos mora ao seu lado, e se chama minha casa.</p>
<p>Jairo julgou ter entendido o que o amigo queria:</p>
<p>- Cara, amanhã eu dou uma força, mas hoje eu não posso ajudar, tem aquele trabalho pra entregar. Falando nisso, você fez?</p>
<p>Enquanto Jairo falava, Alfredo percebeu que o apartamento do amigo estava bastante bagunçado também. Incompreensivelmente, havia uma meia sobre a antena da TV, e uma cueca embaixo do pequeno rack da sala. Surreal até para quem tinha acabado sair do recinto que julgava ser até então a própria definição de desordem. Sem dar atenção à pergunta que Jairo tinha feito, disse:</p>
<p>- Seu apartamento também está com problemas?</p>
<p>- Do que você está falando?</p>
<p>- Dessa bagunça.</p>
<p>- É, como você deve entender, não tenho tempo pra arrumar, e nem dinheiro sobrando pra pagar uma faxineira&#8230; então me viro como posso. Inclusive, se eu te ajudar amanhã você me ajuda a dar uma arrumada aqui no sábado?</p>
<p>- É isso que está errado, Jairo! Por que precisamos arrumar nós mesmos ou contratar uma faxineira? Por que as coisas não se arrumam sozinhas por aqui?</p>
<p>- Pois é, eu também gostaria que se arrumassem, mas isso não acontece.</p>
<p>- Se eu soubesse disso tinha ficado no outro apartamento.</p>
<p>- Por quê? Lá as coisas se arrumavam sozinhas? - Jairo perguntou sorrindo, em um tom jocoso, obviamente zombando de Alfredo.</p>
<p>- Sim.</p>
<p>A resposta de Alfredo foi tão natural e espontânea que Jairo parou surpreso. Ele sabia que Alfredo não era sarcástico, nem tinha um bom humor, nem sabia disfarçar muito bem emoções para fazer uma brincadeira parecer verdade.</p>
<p>- As coisas se arrumavam sozinhas? - Repetiu a pergunta, cético.</p>
<p>- Sim. Por que você está surpreso?</p>
<p>- Você não lavava louças, roupas, limpava o chão ou tirava o lixo?</p>
<p>- Não.</p>
<p>- E como funcionava isso? Você morava sozinho?</p>
<p>- Sim, eu morava sozinho.</p>
<p>- Nenhuma faxineira secreta que arrumava tudo quando você saía?</p>
<p>- Claro que não. As coisas ficavam no lugar mesmo quando eu estava em casa, sem ninguém. Saía de um cômodo para outro, e quando voltava tudo que estivesse desarrumado já estava no lugar, seja roupa, vasilha, comida, lixo, escova de dentes, ou o que quer que seja.</p>
<p>Jairo chegou a se preocupar com a saúde mental do amigo, mas algo na forma de Alfredo dizer as coisas fazia tudo parecer verdade. Passou então alguns minutos ouvindo Alfredo contar como tudo se arrumava aparentemente sozinho. Jairo se impressionou, o que Alfredo não compreendia, já que achava que a arrumação espontânela era algo presente em todos os lugares.</p>
<p>- Quando eu morava na casa dos meus pais era assim. Embora eu visse minha mãe fazendo uma ou outra coisa, na última casa nunca via ninguém, mas as coisas se arrumavam. Pra mim ficou sendo a mesma coisa, o mesmo resultado, e achei tudo normal.</p>
<p>- Não é normal. Precisamos ir lá verificar como isso funciona. Quero o telefone da imobiliária. Onde você morava? - Pediu e perguntou Jairo, entregando o telefone celular para Alfredo.</p>
<p>- Residencial Ipê Amarelo, apartamento 110 - respondeu Alfredo enquanto digitava o número da imobiliária no telefone de Jairo. Mas pra que você quer isso?</p>
<p>- Vou ligar lá e perguntar sobre a disponibilidade do apartamento. Vou me apresentar como alguém interessado, e agendar uma visita. Sei que você não gosta do cara da imobiliária, e também ele te conhece, e ia desconfiar de algo.</p>
<p>- Excelente idéia. Você é bom, cara. Mas não vai dar pra observar muito durante o tempo de uma visita, sem contar que o cara da imobiliária vai estar junto. Se isso for uma característica real do apartamento, e ele descobrir, vai querer aumentar o aluguel para um preço muito alto.</p>
<p>- É, faz sentido. E como fazemos então?</p>
<p>- Façamos os seguinte. O terreno atrás do prédio está vazio. É apenas um matagal. É possível chegar ao muro através dele. O meu antigo apartamento é no térreo. O muro protege exatamente a área de serviço. Não há cerca elétrica naquele trecho de muro, talvez porque ninguém tenha percebido que uma pessoa magra pode passar pelo espaço entre o teto e o muro. Você vai deixar a porta de trás aberta durante a visita, sem que o cara perceba. Eu entro pela área de serviço, depois de pular o muro, e fico na casa observando. Se você quiser pode vir depois. Perfeito, não é?</p>
<p>- Temos uma pequena chance de sucesso, e uma grande chance de dormir na cadeia. Perfeito. Vou ligar pro cara - concordou prontamente Jairo, que gostava de aventuras sem sentido.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p>Jairo marcou com o corretor para a sexta-feira seguinte, estrategicamente ao final da tarde, para que nenhuma visita posterior estragasse os planos. Na hora marcada, a visita aconteceu, e Jairo conseguiu deixar a porta aberta, como o combinado. Saiu do apartamento no início da noite, já escuro. Ligou para Alfredo então.</p>
<p>- Cara, eu realmente sou bom. Foi tudo um sucesso. Pode ir pra lá, eu vou comer antes de ir. É bom não chegarmos juntos também, pois pode chamar muita atenção, além de pegar mal dois caras entrarem juntos no mato.</p>
<p>Alfredo, em uma lanchonete próxima dali, apenas confirmou tudo e foi para o local. Ficou parado em um ponto de ônibus próximo do terreno vazio, e aguardou até um momento em que a rua estivesse vazia, o que não demorou muito. Logo entrou no matagal, e foi passando por um caminho estreito e tortuoso que levava ao fundo da área, que era justamente o muro do prédio em que antes morava, que tinha frente voltada para outra rua.</p>
<p>Sem dificuldade, pulou o muro e entrou na casa. Não deixou e sorrir ao confirmar que Jairo tinha conseguido deixar a porta aberta. &#8220;Não é que o malandro conseguiu?&#8221;, pensou ele.</p>
<p>Foi para seu antigo quarto e fechou a porta, já que lá, dessa forma, podia acender uma lamparina portátil que tinha levado sem que ninguém de fora ou de outro apartamento percebesse. Acendeu sua pequena luz, e viu que a casa estava sem mobília, mas se encontrava limpíssima. Nenhum fragmento de pó no chão, nenhuma teia de aranha e nenhum inseto morto. Sentou no chão, tirou uma revista da pequena mochila que trazia e começou a ler, para esperar Jairo.</p>
<p>Por sua vez, Jairo já tinha acabado de comer, e se dirigia pra o antigo apartamento de Alfredo. Seguiu os mesmos métodos so amigo, mas teve pouca sorte ao entrar no matagal. No segundo andar do prédio, uma mulher estava na área de serviço, e viu a incursão de Jairo. Imediatamente, ela ligou para a polícia. Por menos sorte ainda, uma viatura da PM passava muito perto dali, e foi acionada pelo rádio.</p>
<p>Antes que Jairo pulasse o muro, já que teve dificuldade no caminho difícil pelo meio do mato e do entulho, o carro da polícia já tinha parado na calçada em frente ao terreno, e dois policiais desceram rápido, e entraram no mato com armas em punho, surpreendendo o rapaz com as mãos no alto do muro. Jairo, estupefato, apenas soltou-se do muro e levantou as mãos.</p>
<p>- Eu posso explicar tudo!</p>
<p>- Que bom. O delegado vai gostar de saber - disse um PM mais engraçadinho. Você está preso.</p>
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		<title>O sonho de outrora</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 01:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostava de praças aquele rapaz. Não gostava apenas daquelas onde pessoas fúteis se reuniam, com carros de som estacionados e cerveja na mão. Preferia as mais calmas, em que se podia caminhar ou sentar-se sem ser incomodado, ou podendo ser abordado por alguém cuja companhia é agradável.
E ele estava em uma praça. Uma praça grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Gostava de praças aquele rapaz. Não gostava apenas daquelas onde pessoas fúteis se reuniam, com carros de som estacionados e cerveja na mão. Preferia as mais calmas, em que se podia caminhar ou sentar-se sem ser incomodado, ou podendo ser abordado por alguém cuja companhia é agradável.</p>
<p>E ele estava em uma praça. Uma praça grande e ampla. Vazia, mas não por lhe faltarem as pessoas, e sim por ser difícil encher um espaço tão extenso, mesmo em um sábado à noite, o dia de glória dos pontos de encontro das cidades.</p>
<p>Sentado em um dos bancos à frente do grande palco de apresentações, olhava para baixo. Chamavam um pequeno lago artificial ali existente de espelho d&#8217;água. Era um nome impróprio, já que aquela água lodosa e turva nada refletia. Sentia-se bem ali. Longe de olhares e de transeuntes, já que os passantes preferiam dar a volta longe daqueles bancos, próximos ao canal, ou pela passarela atrás do palco, ele sentia-se confortavelmente só.</p>
<p>Desejou ver as estrelas, e olhou para cima. Sentiu o vento, e se agradou dele. Por isso detestava os shoppings, os lugares de encontro que substituem as praças hoje em dia. Amava as estrelas, não as centenas de luzes das lojas. Amava o vento, não o ar condicionado. Amava as árvores, não as vitrines. Amava os passeios, não as escadas rolantes.</p>
<p>Olhou então para o palco. Sentiu novamente o vento, e lembrou-se de outras ocasiões, quando aquele mesmo vento vindo do sul soprava insistente. À memória vieram as noites em que bons músicos tocaram naquele palco, enquanto ele assistia. Lembrou-se de quando ele próprio estava lá em cima com os amigos, enquanto outros amigos incentivavam da platéia.</p>
<p>Lembrou-se de ter visto e também manifestado sorrisos e semblantes sérios naquele lugar. Lembrou-se das paixões inúteis e das amizades sinceras. Lembrou-se de diversão e trabalho, de vaias e aplausos, brigas e reconciliações, e tantos outros fatos, todos acontecidos ali.</p>
<p>Foi então que se recordou de como pensava naquele tempo. Trouxe à mente qual era sua esperança naqueles dias para os dias que vivia então. Percebeu que o que tinha realizado até os dias presentes era bem diferente do que esperava naqueles momentos antigos. Não que ele não gostasse do que tinha e do que vivia, mas viu que se no passado tivesse vislumbrado os dias em que estava então, seu ego jovem teria considerado que suas esperanças não teriam se concretizado.</p>
<p>- &#8220;Liberdade&#8230;&#8221;, pensou ele. &#8220;Esta é uma praça de nomes impróprios. Não há liberdade aqui, há esperança. Quando um matagal encharcado foi transformado neste belo lugar, a cidade e suas almas tiveram esperança de dias melhores. Nem a cidade nem as almas foram satisfeitas, mas a esperança não precisa de alimento, mesmo tudo se mostrando diferente das expectativas.&#8221;</p>
<p>Todas essas coisas o inquietaram. Arrazoou sobre o assunto em sua mente, enquanto lágrimas desciam pela face sem impedimento, como se ele, de tão imerso em seu próprio interior, esquecesse do que se passava fora, e também por achar que seus olhos molhados não deveriam ser enxugados por ele próprio, que se considerava indigno e incapaz da tarefa. Entendeu que por melhor que seja o presente, o passado não deixa de assombrar com suas lamentações e um cruel &#8220;poderia ter sido assim se&#8230;&#8221;. O sonho de outrora tornou-se a frustração de agora.</p>
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		<title>O porquê do nome</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/06/26/o-porque-do-nome/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 01:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogging]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de dois anos depois de iniciar este blog caí em mim: nunca expliquei porque ele tem esse nome.  Um bicho de Rondônia. Sim, apesar de estranho, o nome tem suas razões, mesmo que sejam díspares e ridículas.
As origens do título remontam ao longínquo ano de 2002. Naquele tempo o mundo era diferente. O orkut [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Mais de dois anos depois de iniciar este blog caí em mim: nunca expliquei porque ele tem esse nome.  Um bicho de Rondônia. Sim, apesar de estranho, o nome tem suas razões, mesmo que sejam díspares e ridículas.</p>
<p>As origens do título remontam ao longínquo ano de 2002. Naquele tempo o mundo era diferente. O orkut não existia, o espaço nos emails era medido em megabytes, disquetes ainda eram usados para troca de arquivos, muita gente sabia o que era ICQ, banda larga era um termo para geeks e o <a href="http://www.forumgospel.com.br">Fórum Gospel</a> era um promissor e inovador espaço de discussão cristão.</p>
<p style="text-align:left;">O mundo teovictoriano também era diferente. Espinhas povoavam a região do rosto, e se multiplicavam em um crescimento digno de China. A timidez ditava meus atos sociais. Queria deixar o cabelo crescer, mas não sabia como não passar pela fase do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mullet_(haircut)">mullet</a>. Tocava em uma banda, mas isso não me ajudava com as menininhas (ao contrário dos meus colegas de grupo). Sentimentalmente, vagava pelos ermos para procurar por alguém como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAthien">Luthien</a>. Demorou pra que me dissessem que os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elfos_(Tolkien)">elfos</a> já tinham ido embora da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra_m%C3%A9dia">Terra-Média</a>.</p>
<p>E o que isso tem a ver com o nome? Tudo. Vejam que o pequeno pedaço de inutilidade que eu era seis anos atrás fazia de tudo para jogar eu mesmo pra baixo. Então eu, nesse estado deplorável, resolvi fazer uma conta no Fórum Gospel (não ia citá-lo acima à toa).</p>
<p>Então no FG as coisas mudaram? Não, obviamente. Mas eu não conseguia discutir direito. O meu nome de usuário (&#8221;teo victor&#8221;) era muito exposto. Achava que minha opinião não seria considerada digna se soubessem quem eu era. Então, já em 2003, escolhi o nome &#8220;bicho_de_rondonia&#8221; pra usar naquele fórum.</p>
<p>O nome não saiu do nada, obviamente. Alguns meses antes tinha visto um Jeep verde com um adesivo na lateral que dizia &#8220;Bicho de Rondônia&#8221;. Achei divertido, e meses depois foi o que veio à minha mente na hora de escolher um pseudônimo que me ocultasse e ao mesmo tempo fosse engraçado e interessante. A parte de me ocultar até que funcionou, não sei se era engraçado e interessante.</p>
<p>Depois de bastante tempo discutindo sob esse nome, e com centenas de mensagens acumuladas no fórum, fiquei mais seguro de mim para dizer meu nome. Pensei em mudar de apelido, mas resolvi deixar o mesmo, pois já tinha se tornado uma identidade, pelo menos pra mim.</p>
<p>Foi nesta época que surgiu um sentido menos superficial e mesquinho para o nome. Lembrava-me dos tempos de IRC, em tempos ainda mais longínquos que a era pré-orkut do século XXI. Estou falando em um tempo realmente antigo, algo em torno de 1999, quando ainda assistia-se filmes em fitas rodando em vídeo cassetes. Naquele tempo, para se ter uma visão, bater papo por horas com gente que não se conhecia era considerado uma idéia legal. Era aí que o IRC, como dizia, entrava. Quando eu falava que era de Rondônia, comentários como &#8220;já viu um avião? parece um pássaro de ferro&#8221; e &#8220;já chegou Internet aí?&#8221; eram comuns. Como uma forma de zombar dessa visão equivocada do Norte, especialmente de Rondônia, resolvi adotar o apelido de vez.</p>
<p>Um parêntese necessário: não sou um ferrenho defensor de Rondônia. Conheço bem as falhas do estado. Mas digo com certeza que não é um dos piores estados do Brasil, e também está longe de ser um dos melhores. O que eu considerava equivocado é achar que eu mato uma onça por dia para sobreviver, e convivo com sucuris no quintal.</p>
<p>Foi aqui que o autor do <a href="http://blogsderondonia.blogspot.com">Blogs de Rondônia</a>, um site que fala sobre blogs rondonienses, é claro, <a href="http://blogsderondonia.blogspot.com/2008/03/blog-um-bicho-de-rondnia.html">acertou em parte</a> o motivo, embora eu não me refira apenas à região sudeste.</p>
<p>Parêntese fechado, eu continuava me apresentando como &#8220;bicho de rondônia&#8221; em todos os fóruns que me cadastrava. Já falava meu nome verdadeiro então, mas minha imagem continuava sendo um infeliz privilégio de poucos. Agradeçam todos os dias por o ser até hoje&#8230;</p>
<p>Depois de alguns anos, veio o ocaso dos fóruns evangélicos. Alguns tiveram o declínio completo da qualidade das discussões, outros fecharam e uns poucos remanescentes permanecem em alguns espaços com regras bastante rígidas por aí.</p>
<p>Por um tempo, o apelido ficou na inatividade, já que não fazia sentido pra mim usá-lo em outro ambiente que não fosse um de caráter público. Foi então que em 2006, como já disse algumas vezes, o <a href="http://rapensando.blogspot.com">Rap</a>, após fazer algum ritual de magia, conseguiu me convencer a abrir um blog.</p>
<p>O nome, dado a minha pífia criatividade, não podia ser outro. Resolvi acrescentar ainda o pronome indefinido &#8220;um&#8221; para passar, ironicamente, mais ainda a idéia de inferioridade. Um mero bicho desprezível do matagal chamado Rondônia, talvez seja o significado implícito do título.</p>
<p>Espero que tenha ficado explicado. De quebra, acredito que este texto explica outros, como minha insistência em pegar no pé das mulheres, minha visão pessimista do Dia dos Namorados e datas relacionadas e minha birra com o aniversário.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p>P.S.: Acho medíocre se explicar dessa forma. Mas o que posso fazer, sendo medíocre?</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bichoderondonia.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bichoderondonia.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bichoderondonia.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bichoderondonia.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bichoderondonia.wordpress.com/273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bichoderondonia.wordpress.com/273/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bichoderondonia.com&blog=561014&post=273&subd=bichoderondonia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Apartamento 110 - Parte 2</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/06/20/apartamento-110-parte-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 05:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto é parte de uma série. É recomendável ler a primeira parte.
&#8212;
Batidas pesadas na porta acordaram Alfredo. Ele simplesmente fechou os olhos novamente e virou para o outro lado da cama, esperando que as batidas acabassem por desistir de incomodá-lo. Vendo que eram insistentes, resolveu levantar e atender a porta. Já sabia quem era, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><em>Este texto é parte de uma série. É recomendável ler a <a href="http://bichoderondonia.com/2008/06/04/apartamento-110-parte-1/">primeira parte</a>.</em></p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p>Batidas pesadas na porta acordaram Alfredo. Ele simplesmente fechou os olhos novamente e virou para o outro lado da cama, esperando que as batidas acabassem por desistir de incomodá-lo. Vendo que eram insistentes, resolveu levantar e atender a porta. Já sabia quem era, por isso nem se preocupou em vestir uma  roupa mais adequada para atender uma visita. Abriu a porta com o rosto amassado, ainda com as marcas de travesseiro.</p>
<p>- Ah, é você - disse secamente Alfredo, como se aquela fosse uma surpresa ingrata, ao homem parado em frente à porta. De fato era ingrata, mas não era uma surpesa.</p>
<p>- Pode acreditar. Eu tentei ligar. Você desligou o telefone?</p>
<p>- Desliguei. Imaginei que você pudesse ligar.</p>
<p>- Que consideração. Eu vim pra avisar que seu contrato de aluguel vai vencer. Você vai querer renovar?</p>
<p>- Acho que sim. Apesar de tudo, é interessante pra mim ficar aqui - o homem imaginou que ao dizer &#8220;apesar de tudo&#8221; Alfredo se referia a ele. Imaginou bem.</p>
<p>- OK, mas vai subir para 450 reais.</p>
<p>- O quê? Por quê?</p>
<p>- Inflação, rapá. Tudo subiu, o aluguel tem que subir também.</p>
<p>- Vou pensar no caso, talvez eu ligue depois.</p>
<p>- Tente fazer isso até amanhã, pois eu tenho que&#8230;</p>
<p>Antes que o homem terminasse, Alfredo fechou a porta. Detestava aquela figura, tanto que sequer memorizava seu nome, tratando-o apenas como &#8220;o cara da imobiliária&#8221;. Estava irritado só de ser acordado por alguém tão indesejável, e logo às nove e meia da manhã, tão cedo para seus padrões. Foi direto ao telefone e fez uma chamada interurbana.</p>
<p>- Mãe? É o Alfredo. O cara da imobiliária esteve aqui, e o aluguel vai subir muito. Vou procurar outro apartamento. Sim, eu tenho certeza mãe, não vale a pena pagar mais por um lugar tão longe da faculdade. Vou procurar um lugar qualquer mais próximo do campus, pode até ser menor, mas assim se gasta menos.</p>
<p>Vendo que sua mãe não parecia estar muito de acordo, provavelmente devido ao inconveniente de organizar uma mudança, Alfredo lançou um argumento letal.</p>
<p>- Um colega da faculdade falou de uns apartamentos mais baratos lá perto. Com o dinheiro que vamos economizar vou poder viajar duas vezes por mês pra poder ir aí ver a família.</p>
<p>Sem mais o que discutir e com a mãe plenamente convencida por tão forte razão, desligou o telefone. Tomou um banho, e após sair do banheiro, jogou a toalha em cima da cama, que estava até então em perfeita arrumação. Vestiu a mesma camiseta da noite anterior, que estava dobrada em um cabide dentro do guarda-roupa. Procurou as mesmas calças que usou com aquela camiseta, e não as encontrou, nem no roupeiro, nem no chão.</p>
<p>Foi até a área de serviço e encontrou-as lavadas e penduradas no varal, ainda molhadas.</p>
<p>- Porcaria! Uso a calça uma vez e ela já está lavada! Saco, dava pra usar de novo - reclamou ou apalpar o tecido e ver que era impossível secá-lo a tempo.</p>
<p>O rapaz contentou-se então em usar outras calças. Escovou os dentes, enxugou o rosto na toalha que estava pendurada na porta e a jogou novamente sobre a cama. Sentou-se à mesa na cozinha, preparada com um respeitável café da manhã e comeu o suficiente para um dia inteiro. Deixou a mesa desolada, escovou novamente os dentes, enxugou novamente o rosto na toalha pendurada na porta e a jogou novamente sobre a cama. Saiu com pressa para pegar o ônibus para o campus. Tanta pressa que sequer trancou a porta.</p>
<p>Passou o pouco tempo que restava da manhã na biblioteca, revendo algumas matérias do curso. Almoçou, apesar do café da manhã, e foi para a aula. Encontrou Jairo no intervalo, que era o amigo que mencionou os apartamentos próximos à universidade.</p>
<p>- São bons - disse Jairo. Inclusive um dos que estão vagos é do lado do meu. Podemos passar lá depois da aula, se quiser. A chave está na portaria, e podemos visitar.</p>
<p>Animado pelo amigo, Alfredo foi ao apartamento. O banheiro era menor e menos confortável. Também perderia espaço na cozinha e na área de serviço, mas achou que o preço valia a pena, ainda mais por economizar com transporte, já que dali era possível chegar caminhando ao campus em poucos minutos. Jairo se ofereceu para conversar com o dono do apartamento, e tudo parecia estar encaminhado.</p>
<p>Alfredo foi para aquela que seria sua casa apenas por mais alguns poucos dias. Chegou ao mesmo tempo que recolhiam o lixo do prédio. Reconheceu parte de seu lixo sendo jogado dentro do caminhão, já que uma das sacolas tinha estampado o nome da lanchonete em que tinha comprado seu jantar da noite anterior. Procurou a chave no fundo de sua mochila, abriu a porta e fez pouca coisa além de escovar os dentes, enxugar o rosto na toalha que estava pendurada na porta, jogá-la em cima da cama e dormir no sofá enquanto assistia televisão.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p>As coisas ficaram prontas em pouco tempo. A primeira visita ao apartamento novo tinha sido em uma quarta-feira. Na segunda-feira seguinte a mudança já estava sendo descarregada. Alfredo sentiu um leve prazer ao dizer para o cara da imobiliária que não teria mais que vê-lo. Sua mãe, por telefone, ficou preocupada quanto à localização do condomínio, mas ele a tranquilizou falando da segurança do prédio e da tranqüilidade da vizinhança. Jairo o ajudou a organizar a casa, obviamente do jeito que solteiros que moram sozinhos vêem a organização de uma casa. Faltaram à aula, e entraram pela tarde fazendo uma coisa ou outra na nova morada de Alfredo. À noite, para comemorar o final do trabalho, tomaram litros de refrigerante e comeram hambúrgueres feitos no microondas, tão macios e suaves como pneus de caminhão.</p>
<p>Era de se esperar que a comemoração de dois estudantes fosse com cerveja, e não com refrigerante. Mas Alfredo e Jairo não eram de beber, o que era visto por estranheza com seus colegas, mesmo sendo os dois bem aceitos no seu grupo. Enquanto comiam suas iguarias de carne, assistiram a um filme longo e enfadonho, o que os fez dormir nos sofás.</p>
<p>De manhã, Alfredo acordou primeiro. Sentia-se torto e amassado, como se sente quem fica deitado em um sofá pouco confortável por muito tempo. Olhou para o chão e viu copos, garrafas de refrigerante e pratos sujos de gordura, restos de carne e catchup. A TV estava ligada, com a tela azul do canal de vídeo, e o DVD player tinha desligado automaticamente há muito tempo. Levantou-se, tentando não fazer barulho para não acordar Jairo. Um esforço desnecessário, já que Jairo não costumava acordar devido a nenhum tipo de atividade humana possível.</p>
<p>Alfredo tomou banho, enxugou-se com a mesma toalha pendurada na porta, jogou-a na cama, vestiu-se com as mesmas roupas que tinha jogado no chão antes de banhar-se e voltou para a sala. Tudo estava como tinha deixado há pouco. As coisas continuavam espalhadas pelo chão. Nesse momento, Jairo acordava. Como tinha dormido no sofá menor, sentia-se um origami. Despediu-se e foi para seu apartamento, provavelmente se desdobrar para dormir em uma cama. Alfredo ficou olhando confuso para as coisas espalhadas no chão. Foi pensativo para seu quarto, fechou a porta e sentou na cama, em cima da toalha molhada. Jogou-a no chão e deitou-se na cama. Só então percebeu que ainda era mesmo muito cedo. Enquanto refletia sem muita preocupação, acabou caindo de novo no sono.</p>
<p>Acordou horas depois, quase às onze. Pôs-se de pé, e logo pisou na toalha no chão. Chutou-a para um canto do quarto. Ficou surpreso ao ver a sala com todas as coisas ainda espalhadas pelo chão. As formigas já dominavam sobre os pratos. Quase explodiu em raiva quando viu que na mesa da cozinha não havia café, e que a travesse em que tinham torrado os hambúrgueres na noite anterior ainda estava lá, bem como as manchas de refrigerante e gordura sobre a toalha de mesa. Abriu uma caixa de leite, abriu uma embalagem de pães e fez uma refeição simples. Deixou tudo sobre a mesa e saiu.</p>
<p>Almoçou na faculdade, e teve uma boa aula, que o livrou de qualquer preocupação. Sentiu uma certa ansiedade, entretanto, ao voltar para casa. Pensou se as coisas já estariam organizadas ou se ainda havaria bagunça. Pôs a chave na fechadura e ela não girou. A porta estava aberta. Alfredo não imaginou nenhum tipo de problema, já que o prédio era razoavelmente seguro. O que ele fez foi penitenciar a si próprio por ter esquecido de fechar, algo que não se lembrava de ter acontecido antes.</p>
<p>Quase chorou ao ver que, à exceção do que as formigas tinham levado estava tudo no mesmo lugar, até mesmo a caixa de leite e a sacola de pães sobre a mesa da cozinha. Achou que talvez tinha que dar uma solução provisória, e colocou pratos e copos sujos sobre a pia. &#8220;Para facilitar&#8221;, pensou ele. Assistiu um pouco de TV para distrair, o que, novamente, o acabou levando ao sono. Desta vez, acordou pouco tempo depois, e foi para seu quarto. A cama ainda estava desarrumada e a toalha ainda estava no canto para o qual tinha sido chutada. Alfredo deitou-se, cobriu-se e dormiu falando consigo mesmo.</p>
<p>- Amanhã tudo estará normal. Tudo normal - dizia, enquanto entrava em uma madrugada de pesadelos com temas domésticos.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p style="text-align:center;"><em>Este texto continua na <a href="http://bichoderondonia.com/2008/07/05/apartamento-110-parte-3/">terceira parte</a>.</em></p>
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		<title>Mais da marcha</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/06/11/mais-da-marcha/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 08:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Notas]]></category>

		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpem por voltar ao assunto. É que lendo recentemente um texto no site do pastor Ricardo Gondim, li algo que mostra que eu não sou o único que escreveu daquela forma sobre esse tipo de evento. O parágrafo em que o autor fala de passagem sobre as &#8220;marchas para Jesus&#8221; é até parecido em essência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Desculpem por voltar ao assunto. É que lendo recentemente um texto no <a title="Ricardo Gondim" href="http://www.ricardogondim.com.br">site do pastor Ricardo Gondim</a>, li algo que mostra que eu não sou o único que <a href="http://bichoderondonia.com/2008/05/25/marcha-pra-jesus-2008-em-porto-velho/">escreveu daquela forma</a> sobre esse tipo de evento. O parágrafo em que o autor fala de passagem sobre as &#8220;marchas para Jesus&#8221; é até parecido em essência com o que foi dito aqui por mim e, principalmente, por alguns que comentaram se posicionando contrários à manifestação:</p>
<blockquote><p>Tento, mas não consigo entender a utilidade das “marchas para Jesus”. Talvez sirvam para mostrar aos abutres políticos do país, o naco eleitoral que os apóstolos de plantão conseguem juntar. A bem da verdade, nessas marchas, os trios elétricos arrastam os crentes para um carnaval fora de hora. Podem atrapalhar o trânsito do sábado, mas a comunidade gay perceberá que os crentes são numerosos e igualmente espalhafatosos!</p></blockquote>
<p>Se alguém sentia falta de uma opinião pastoral, não sinta mais. O texto inteiro, que fala, de fato, de outro assunto (como eu disse, menciona as marchas apenas de passagem), chama-se <a title="Despedidas Necessárias - Ricardo Gondim" href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=71&amp;sg=0&amp;id=1869">Despedidas Necessárias</a>. Não há data de postagem na página, por isso não sei quando o texto foi publicado - só li hoje.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>A síntese do acordo</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/06/09/a-sintese-do-acord/</link>
		<comments>http://bichoderondonia.com/2008/06/09/a-sintese-do-acord/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 03:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas crianças, Douglas e Cristina, montavam, no quintal da casa do menino, coisas diversas usando Lego. A menina, sem motivo aparente, perguntou:
- Douglas, vamos fazer um acordo entre nossas peças?
- E o que é um acordo?
- Não sei, mas vi uns caras do primeiro ano fazendo isso na escola.
- Espere aí, vou descobrir o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Duas crianças, Douglas e Cristina, montavam, no quintal da casa do menino, coisas diversas usando Lego. A menina, sem motivo aparente, perguntou:</p>
<p>- Douglas, vamos fazer um acordo entre nossas peças?</p>
<p>- E o que é um acordo?</p>
<p>- Não sei, mas vi uns caras do primeiro ano fazendo isso na escola.</p>
<p>- Espere aí, vou descobrir o que é, depois digo.</p>
<p>Douglas entrou correndo em casa, como gostam de fazer as crianças. Longe, dentro de um dos cômodos, uma voz aguda o repreendia, após sua dona ouvir os passos pesados fazendo barulho no chão da cozinha. O menino foi rápido para a sala, onde o pai via televisão. Era domingo à tarde, e isto quer dizer que o aparelho estava no canal que transmitia futebol.</p>
<p>Deitado no sofá, o pai sequer percebeu a aproximação de Douglas, que ficou de pé perto da porta e perguntou:</p>
<p>- Pai, o que é um acordo?</p>
<p>O menino, aos onze, guardava a curiosidade dos pequenos de cinco anos, e podia-se dizer que era mais esperto que sua irmã de dezessete. Era muito inteligente, e todos reconheciam isso, embora seus pais já não dessem mais atenção ao fato, talvez por terem se acostumado.</p>
<p>- Como é que é, meu filho?</p>
<p>Mesmo tendo entendido a pergunta, o pai possuia o péssimo e pouco econômico hábito de pedir para repetir algo que já tinha compreendido. É quase dispensável mencionar que ele sequer olhou para Douglas.</p>
<p>- Eu perguntei o que é um acordo.</p>
<p>O homem ficou em silêncio um instante para esperar o ataque de sua equipe. Sozinho na área, o jogador chutou com a canela, direto pra fora do gol, em um lance típico de atacantes italianos, mas imperdoável no Campeonato Brasileiro. Após dizer um palavrão que se estivesse na boca de seu filho renderia uma briga intensa de meia hora, e amaldiçoar os ascendentes do atacante, ele resolveu responder a pergunta do menino.</p>
<p>- Acordo, meu filho, é algo que costumamos fazer com as mulheres. Funciona da seguinte maneira: queremos que elas façam algo por nós ou parem de fazer algo que nós gostamos. Nessa situação, propomos ou aceitamos um acordo. Então, nos termos que aceitamos, temos que cumprir nossa palavra.</p>
<p>- E vocês cumprem, pai?</p>
<p>- Ah, meu filho, pelo menos eu sou obrigado a cumprir. Se eu descumprir pode acreditar que ela lembraria pelo resto da eternidade pra jogar na minha cara. Sem contar que eu daria base pra ela ignorar sua parte no trato, e acabar fazendo algo que não gostamos. E mesmo que não fosse assim, o homem sempre viveu pra cumprir sua palavra, mesmo que muitas vezes não consiga. Hoje em dia, na verdade, poucos conseguem.</p>
<p>- Obrigado, pai.</p>
<p>- De nada, filho. E não diga pra sua mãe que eu disse isso.</p>
<p>- Tudo bem.</p>
<p>Satisfeito e vendo que nada mais seu pai tinha a dizer, saiu da sala e foi para o corredor, onde esbarrou com sua irmã.</p>
<p>- Oi, tem tempo pra responder uma pergunta? - questionou Douglas. Desde cedo ele era dado a buscar uma segunda opinião. Tinha sido iniciado na dialética por um professor que reconheceu o quanto o menino era precoce.</p>
<p>- Não, guri. Vou sair, já que sua mãe não sai do computador e seu pai não sai da TV. Bando de inúteis. Tchau.</p>
<p>- Tchau.</p>
<p>Sem se abalar, Douglas entrou no quarto da irmã, onde sua mãe estava no computador, conversando com alguém.</p>
<p>- Mãe, posso te fazer uma pergunta?</p>
<p>- Diz, Douglas.</p>
<p>- O que é um acordo?</p>
<p>A mãe deu um sorriso, e respondeu enquanto olhava pra tela e digitava velozmente.</p>
<p>- Um acordo, filho, é algo que nós costumamos fazer com os homens. Quando eles querem que façamos ou deixemos de fazer algo, propõe um acordo, ou nós mesmas tomamos a iniciativa preventivamente. Quando isso acontece, lançamos nossos termos e eles lançam os deles. Nós fingimos que cumprimos a nossa parte e paramos por um tempo de agir como agíamos. Quando não queremos mais fingir, começamos a fazer tudo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Ajudadas pela fraca memória dos homens, e pela nossa capacidade de bestificá-los, basta fazer um novo acordo parecido com o antigo, com outros termos, e fica tudo por isso mesmo. Dessa forma, fazemos o que queremos, com o aval dos homens, que acham que nos submetemos aos seus interesses.</p>
<p>- Então vocês não cumprem os acordos?</p>
<p>- Ora essa, na cabeça deles cumprimos. Não é isso que é importante? Fica a impressão que cumprimos por um tempo, e que só precisamos lembrar dele agora, quando na verdade nunca cumprimos de fato. Mas eles acham que estamos seguindo as regras e ficam satisfeitos. A aparência manda.</p>
<p>- Entendi, mãe. Obrigado.</p>
<p>- Não diga nada para seu pai sobre isso.</p>
<p>- Certo.</p>
<p>- E pare de correr dentro de casa.</p>
<p>Antes da mãe terminar a sua frase, Douglas já tinha atravessado correndo o corredor, e saía de novo pela porta da cozinha. No quintal, encontrou de novo Cristina, que esperava enquanto comparava algumas peças.</p>
<p>- Cris, já fui perguntar para os meus pais, e solucionei nossa dúvida. Descobri o que é um acordo.</p>
<p>- E o que é?</p>
<p>- Sintetizando as explicações, é um instrumento fictício, que consiste em palavras sem fundamento que aprisionam os homens e libertam as mulheres.</p>
<p>- Que difícil. Nem entendi. Ainda quer fazer um acordo sobre nossas peças de Lego?</p>
<p>- Não, de jeito nenhum. Depois do que ouvi fiquei com medo.</p>
<p>&#8212;</p>
<p><em><strong>P.S.: </strong>Fazia tempo que eu não procurava briga com as mulheres. Já estava perdendo a tradição. Nada melhor que fazer isso na semana dos namorados. </em></p>
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		<item>
		<title>Apartamento 110 - Parte 1</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/06/04/apartamento-110-parte-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 23:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Eu não suporto mais. Cuidar de uma casa é uma canseira sem fim!
Quem sentenciava desta forma era um jovem em uma mesa de lanchonete, tendo à sua volta outros quatro rapazes, que contavam há alguns minutos experiências domésticas. Um outro concordou com o que havia sido dito:
- É verdade. Não importa o que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>- Eu não suporto mais. Cuidar de uma casa é uma canseira sem fim!</p>
<p>Quem sentenciava desta forma era um jovem em uma mesa de lanchonete, tendo à sua volta outros quatro rapazes, que contavam há alguns minutos experiências domésticas. Um outro concordou com o que havia sido dito:</p>
<p>- É verdade. Não importa o que você faça, tem que fazer tudo de novo depois de um tempo. É um trabalho absolutamente necessário, mas cansativo, repetitivo e burro.</p>
<p>- A roupa leva mais tempo sendo lavada, secada, em espera e passada que sendo usada. É um horror - reclamava um terceiro.</p>
<p>- O chão parece criar poeira por si - reclamou outro.</p>
<p>À distância, um outro rapaz, cujo nome era Alfredo, acompanhava a discussão enquanto esperava um pedido para viagem. Ria a cada frase dita pelo grupo, e esperava uma oportunidade para fazer um aparte. Enfim, num momento em que todos falavam ao mesmo tempo, ele interrompeu a conversa.</p>
<p>- Vocês estão reclamando à toa. Não é tão ruim assim.</p>
<p>Os cinco rapazes silenciaram imediatamente e se voltaram impressionados para Alfredo. Ele não tinha calculado mal o instante de fazer sua intervenção. Na verdade, atingiu o efeito esperado, que era fazer calar o maior número possível de debatentes com um contraponto surpreendente. Esta era uma de suas manias.</p>
<p>Satisfeito com o silêncio e as caras confusas dos há pouco tão falantes moços, continuou.</p>
<p>- Não entendo por que tanta murmuração. Vocês exageram tudo mesmo?</p>
<p>De fato, Alfredo não era nada tímido, e não sabia usar muito bem seu humor. Alguns rapazes ficaram próximos de considerar o comentário ofensivo, mas um deles foi tolerante, e procurou responder de forma igualmente bem humorada.</p>
<p>- Relaxem vocês, ele deve ser empregado doméstico, só está defendendo sua classe profissional.</p>
<p>Todos riram, inclusive Alfredo, que neste momento recebia seu pedido, que consistia em um sanduíche e uma Coca-Cola. Antes de sair, contudo, não deixou de fazer um comentário final.</p>
<p>- Sabe, você falou nelas, mas digo que não sei por que empregadas domésticas existem quando tudo que se tem que fazer é fechar os olhos pra que tudo se arrume. Tchau, gente!</p>
<p>Atravessou a rua então, com o lanche na sacola. Esperava ouvir algumas risadas, mas não as teve. De fato, se olhasse para trás veria cinco rostos mais surpresos do que aqueles que o fitavam na ocasião de sua interrupção do debate anterior. A diversão daqueles rapazes pelo resto da noite foi tentar entender o que significava afinal &#8220;fechar os olhos para que tudo se arrume&#8221;.</p>
<p>Alfredo caminhava para casa tentando entender porque seu gracejo não foi divertido para o grupo. Não chegou a uma solução, e resolveu não mais usar aquela piada. Também não entendia por que reclamavam tanto do serviço doméstico.</p>
<p>Chegou em seu apartamento e abriu a porta. Acendeu a luz revelando uma casa impecavelmente limpa e arrumada. Não se via poeira, restos do que quer que fosse, lixo ou coisas fora do lugar. A mais crítica e exigente das donas-de-casa daria parabéns ao responsável pela limpeza daquele lar. Tudo brilhava como novo.</p>
<p>Saindo da sala de estar, Alfredo jogou sua carteira e as coisas de seu bolso em cima de um sofá. Ácaros morreriam de fome naquele móvel. Entrou na cozinha, que tinha azulejos tão brancos quanto possível, e um cheiro tão agradável quanto o de eucalipto, e jogou a sacola sobre a mesa. Pegou um prato, talheres e um copo no armário, catchup e maionese na geladeira, e começou a sua refeição.</p>
<p>Descuidado como sempre, derramou refrigerante, molhando a toalha de mesa. Não bastasse, pintou de vermelho um pano que estava ali perto ao limpar sujas de molho. Deixou os restos daquele jantar onde estavam. Consistiam em um prato, um copo, um garfo, uma faca, potes de maionese e catchup, um pano de cozinha que era branco até antes de sua chegada em casa, uma garrafa vazia de refrigerante, uma sacola, uma embalagem de papel com a terça parte do sanduíche abandonado e uns quinze guardanapos.</p>
<p>Saindo da cozinha, passou pela sala, e viu sua carteira e suas coisas cuidadosamente deixadas em cima de uma área livre da estante onde ficava a televisão. Entrou no banheiro, que estava absurdamente higienizado. Se germes e bactérias em geral produzissem filmes de terror, aquele banheiro seria uma típica cena de seus pesadelos cinematográficos. Alfredo escovou os dentes, deixando após terminar a escova sobre a pia e o tubo de creme dental aberto próximo à torneira. A tampa do tubo, como de costume, caiu no ralo da pia. Achou que o esforço não valia a pena, e saiu em direção ao quarto.</p>
<p>Antes, resolveu passar na cozinha para tomar água. Pegou um copo no escorredor, ainda molhado por ter acabado de ser lavado. No escorredor ainda haviam um prato dois talheres recém limpos. Abriu a geladeira, e pegou a garrafa de água, que estava ao lado do pote de maionese. Bebeu e deixou o copo em cima da mesa, que estava com uma toalha que ele ainda não tinha visto. Parecia ser nova.</p>
<p>Enfim foi para o quarto. Abriu a porta do cômodo e viu, bem na junção duas paredes, uma figura negra e sinistra, saltando à vista em meio a paredes tão perfeitamente brancas. Alfredo levou um susto, apagou a luz, fechou a porta e convenceu a si próprio que estava com vontade de ir ao banheiro. Depois de usar o sanitário, lavou as mãos na limpíssima e organizada pia, e pegou um pedaço de fio dental.</p>
<p>Dirigiu-se à cozinha, com o fio pendurado nos dentes, olhando para um lado e para outro como se esperasse por algo. Após uns poucos minutos, pegou o fio na mão e abriu a lixeira da cozinha para jogá-lo. O fio caiu na lixeira, sobre guardanapos usados, uma embalagem de sanduíche e uma barata morta.</p>
<p>Voltou ao seu quarto, que era o único da casa. Era um pequeno apartamento, diga-se, mas suficiente, como ele sempre apontava. Alfredo tinha passado por todos os seus cômodos naquele pequeno pedaço de noite, à exceção da área de serviço, para se ter uma idéia. Agora ele estava determinado a dormir.</p>
<p>Abriu o guarda-roupa, que estava mais organizado que uma biblioteca, e pendurou seu boné, que era novo e merecia, segundo ele, cuidados especiais. O restante da indumentária foi tirado e jogado pelo chão, incluindo camiseta, calças, cueca, tênis e meia. Vestiu um calção qualquer e foi deitar-se em uma cama tão bem arrumada que daria pena encostar. Sem cerimônias, puxou o travesseiro e o lençol e caiu em sono pesado mais rapidamente que o tempo que se costuma levar pra dizer boa noite.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;</p>
<p style="text-align:center;"><em>Este texto continua na <a href="http://bichoderondonia.com/2008/06/20/apartamento-110-parte-2/">Parte 2</a>.</em></p>
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		<title>Uirá perdeu</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/05/31/uira-perdeu/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 20:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogging]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que esse assunto já encheu o saco, mas de volta ao texto sobre a polêmica Marcha pra Jesus de Porto Velho. O Luiz disse que caso lessem aquele post, as pessoas gospel iam fazer uma Marcha para matar o Teo. Não deu outra, mais uma vez o rapaz foi profético:

O Uirá, veja só, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu sei que esse assunto já encheu o saco, mas de volta ao texto sobre a polêmica Marcha pra Jesus de Porto Velho. O Luiz disse que caso lessem aquele post, as pessoas gospel iam fazer uma Marcha para matar o Teo. Não deu outra, mais uma vez o rapaz foi profético:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bichoderondonia.files.wordpress.com/2008/05/uira.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-266 aligncenter" src="http://bichoderondonia.files.wordpress.com/2008/05/uira.jpg?w=699&h=189" alt="Uirá" width="699" height="189" /></a></p>
<p style="text-align:left;">O Uirá, veja só, não conseguiu perceber que eu sou cristão. Isto estava implícito no próprio texto, e explícito em vários outros, além de estar na página Sobre no link ali em cima. Era tão fácil perceber, era tão fácil ficar sabendo, mas não. No impulso de ver o texto e achar que eu sou um terrível perseguidor dos cristãos, juntou sua turma pra bagunçar geral. E não deu outra: uma seqüência de comentários atípicos. Graças ao Big Brother do WordPress, peguei o organizador da bagunça.</p>
<p style="text-align:left;">Qual a próxima? Vão apedrejar meu carro? Ah, é, não tenho carro. Que pena&#8230; Mas agora eu sei que foi você, Uirá. Todo mundo sabe. Não tem como esconder de mim. Perdeu, perdeu. =P</p>
<p style="text-align:left;">Antes de fazer uma manifestação contra alguém tente pelo menos saber quem a pessoa é. Ou pelo menos use os depoimentos no orkut&#8230; <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bichoderondonia.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bichoderondonia.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bichoderondonia.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bichoderondonia.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bichoderondonia.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bichoderondonia.wordpress.com/265/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bichoderondonia.com&blog=561014&post=265&subd=bichoderondonia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Apologistas do indefensável</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/05/28/apologistas-do-indefensavel/</link>
		<comments>http://bichoderondonia.com/2008/05/28/apologistas-do-indefensavel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu texto anterior sobre a Marcha pra Jesus de Porto Velho rendeu comentários calorosos. Minha crítica ao evento foi entendida como uma crítica ao próprio Deus, e até minhas brincadeiras, como a que comparei o pessoal em trombadas constantes com mamutes em debandada, foram interpretadas como falta de amor e farisaísmo.
Chamar-me de fariseu foi uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Meu <a href="http://bichoderondonia.com/2008/05/25/marcha-pra-jesus-2008-em-porto-velho/">texto anterior</a> sobre a Marcha pra Jesus de Porto Velho rendeu comentários calorosos. Minha crítica ao evento foi entendida como uma crítica ao próprio Deus, e até minhas brincadeiras, como a que comparei o pessoal em trombadas constantes com mamutes em debandada, foram interpretadas como falta de amor e farisaísmo.</p>
<p>Chamar-me de fariseu foi uma crítica barata, é claro. Para grande parcela da igreja de hoje pensar, nem que seja um mínimo, é sinônimo de uma atitude arrogante e farisaica. João Alexandre foi mais uma vez quase profético em sua música É proibido pensar, mesmo sendo muitas vezes mais sarcástico do que eu.</p>
<p>Criticaram até o fato de eu ter parado para pensar no meio da marcha. Eu realmente não fui lá pra ficar atrás do trio elétrico. Como cristão devo saber o que é feito em nome de Jesus à minha volta. Não posso ser ignorante a respeito das coisas que dizem ser feitas para o Senhor, como servo dele. Lá estava eu para observar. Valendo a pena, me uniria ao evento. Pelo que vi, não julguei ser algo digno.</p>
<p>Questionaram este julgamento argumentando que eu deveria estar lá para como que celebrar a liberdade que tenho em Cristo. Mais uma vez as pessoas cismam em achar que a liberdade conquistada na Cruz serve pra dar vazão à carne sem culpa. Não adianta dizer que o carnaval não foi a inspiração pra Marcha, pois isso é tapar os olhos. Em nenhuma igreja que conheço em Porto Velho se toca axé nos cultos. Nenhum cristão que conheço nesta cidade põe axé para tocar em seu iPod. Axé não é um ritmo presente na vida da população evangélica rondoniense, mas foi o ritmo que embalou a marcha. Por que será?</p>
<p>Invocar a liberdade em Cristo é cada dia mais usada para justificar perversões. Chega a ser incrível usar a liberdade para dar base ao ato de ir atrás do trio, mas questionar a minha liberdade de julgar atos à luz das Escrituras e do bom senso. Cristo só libertou o corpo e não a mente? Cristo me fez livre para adorar mas não para examinar? Os defensores o indenfensável tropeçam em suas próprias palavras, matam o próprio argumento. Um deles chegou a defender as próprias trombadas enquanto me chamava de fariseu, dizendo que eu estava errado por querer atravessar a rua durante o evento. Fantástico! Ele tem o direito de correr irresponsavelmente em meio às pessoas, mas eu não tenho o direito de atravessar a via pública! Difícil ver culto mais irracional.</p>
<p>A propósito, o pior de tudo é que eu realmente estava brincando quando falei dos trombadores. Eu não esperava outra coisa ao atravessar. Eu sei a muito tempo que cristãos em massa pela rua têm a mesma falta de educação que qualquer pessoa em situação semelhante.</p>
<p>Só pra deixar claro, não sou contra diversão. Sou contra, sim, a dar vazão à carne em nome de Jesus. Quem dançar, pular e trombar, que diga que está dançando, pulando e trombando, não adorando. Os verdadeiros adoradores, que o fazem em espírito e em verdade, agradecem.</p>
<p>Enfim, eu fui bonzinho com a Marcha. Poderia ter falado muito mais. Querem dizer que o evento é de adoração, mas vendem água para arrecadar dinheiro para ir para um congresso em outro estado. Em essência, a mesma lógica dos vendilhões do templo. Dizem que a Marcha é pra Jesus, mas Ele provavelmente dispersaria a multidão às chicotadas depois de ver tudo aquilo.</p>
<p>A pergunta da Claudia é simples, mas pertinente: pra que serve esse evento? A única resposta que apareceu nos comentários foi a de mostrar pro mundo que também fazemos festa, que não somos &#8220;caretas&#8221;, que temos liberdade, e etc. Ou seja, absurdo. Cristo deixa para a igreja a urgentíssima missão de pregar o Evangelho em sua simplicidade, e as pessoas vão pra ruas mostrar como são festeiras, e como a igreja é divertida.</p>
<p>Em síntese, ao invés de dizerem ao mundo corrompido que Cristo morreu para salvar o pecador, dizem &#8220;vejam! Também temos festas e diversão!&#8221; Dos argumentos possíveis para defender a prática de marchar pelas ruas, escolheram o pior, aquele que traveste a louca mensagem da cruz num convite para se juntar a um clube divertido. A lógica da Marcha, vê-se, é a lógica deste século. A mensagem de Jesus, a loucura da pregação, fica para os caretas.</p>
<p>Mas quem dera esta fosse apenas a lógica deste evento inútil. Esta tem sido a lógica dos crentes, a lógica das mensagens, a lógica das igrejas. A lógica que torna Cristo insuficiente, tornando necessários atos proféticos, feitiçaria maquiada por versículos bílicos, obsessão por números, desprezo aos princípios bíblicos e aos ensinamentos valiosos da história e de cristãos piedosos.</p>
<p>É difícil ver que os erros estão se repetindo? Que o misticismo supersticioso extirpado pela Reforma está renascendo debaixo de nossos narizes? Que a liberdade de consciência conquistada novamente após séculos de perseguição tem sido questionada novamente? Que a aproximação com o Estado mais uma vez será o gatilho da nossa perda de foco? Que a secularização está roubando nossa identidade e princípios? Que estamos nos afastando de tudo aquilo que nossos irmãos de um passado relativamente recente sofreram, lutaram e até morreram em alguns casos para conseguir? Que nos esforçando para responder negativamente à perturbadora pergunta de Jesus, que questionou se &#8220;quando porém vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?&#8221;</p>
<p>Pra concluir, para os que defenderam uma marcha, fica o incentivo: uma caixa de bombons pra quem justificar aceitavelmente o evento usando textos ou princípios bíblicos claros e não-genéricos. Meia caixa pra quem justificar racionalmente de forma aceitável. Um bombom se a argumentação pelo menos seguir uma linha de raciocínio e for coerente. Uma balinha de hortelã pra quem não cometer erros de português. Um chiclete pra quem não me chamar de fariseu. E bênçãos divinas pra quem cumprir os requisitos e abrir mão do prêmio&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p><em>P.S.: ao comentar você estará de acordo que o autor do texto tem o direito de não entregar os prêmios anunciados, a seu exclusivo critério.</em></p>
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		<item>
		<title>Marcha pra Jesus 2008 em Porto Velho</title>
		<link>http://bichoderondonia.com/2008/05/25/marcha-pra-jesus-2008-em-porto-velho/</link>
		<comments>http://bichoderondonia.com/2008/05/25/marcha-pra-jesus-2008-em-porto-velho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 03:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teo Victor</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu estava lá no último dia 22 de maio. Ora essa, era feriado. O que mais eu podia fazer? O terrível calor que fez naquela tarde de quinta-feira era desanimador, mas mesmo assim eu e mais três amigos nos dirigimos ao centro da cidade. Lá, nos portões da desativada estação da EFMM, onde começa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sim, eu estava lá no último dia 22 de maio. Ora essa, era feriado. O que mais eu podia fazer? O terrível calor que fez naquela tarde de quinta-feira era desanimador, mas mesmo assim eu e mais três amigos nos dirigimos ao centro da cidade. Lá, nos portões da desativada estação da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EFMM">EFMM</a>, onde começa a rua 7 de Setembro, coração do comércio da capital rondoniense, estávamos nós em meio a milhares de outros cristãos e similares, à volta de dois trios elétricos e outros carros com som, rodeados por vendedores ambulantes com suas caixas de isopor. Alguns destes, sem muita visão de mercado, até vendiam cerveja&#8230;</p>
<p>Ao chegar logo vimos grupos uniformizados, que já ensaiavam passos ao som dos testes dos trios. O Luiz me perguntou onde poderia comprar um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abad%C3%A1">abadá</a>. Ri a princípio, mas depois considerei uma pergunta cabível, dado o ambiente e acontecimentos posteriores. Enfim julgaram ter conseguido sincronizar o som dos trios, e começou a marcha, uma hora após o anunciado (o que deve ter sido um daqueles irritantes atrasos programados). Começamos a subir a 7 de Setembro com o calor de uma rua entupida de evangélicos à nossa volta pedindo &#8220;fogo do Senhor&#8221; sobre nós. Misericórdia.</p>
<p>Após as primeiras músicas, que são tradicionalmente conhecidas nas igrejas, começou um festival de música bahiana. Com letra gospel, claro. Não sei, mas talvez achem que uma multidão atrás de carros de som pelas ruas sob forte calor não seja parecido o suficiente com o carnaval: tem que ter axé! Obviamente, pouca gente conhece gospel-axé o suficiente para conduzir crentes por quilômetros de ruas. Tiveram até que usar algumas adaptações, repetindo algumas inclusive. Já não agüentava mais aquela  coisa de &#8220;<em><a href="http://letras.terra.com.br/banda-jeova-nissi/761085/">Sai da minha frente</a> que eu quero passar</em> /<em>Se não sair agora eu vou passar por cima</em>&#8220;. Não sou eu quem fico na frente de um trio elétrico quando são esses versos que saem da caixa de som. Não mesmo.</p>
<p>Uma das faixas no meio da bagunça me chamou a atenção. Dizia algo como &#8220;compre água aqui e ajude-nos a ir ao Paixão, Fogo e Glória em Belo Horizonte&#8221;. Fico pensando se realmente existe alguém que olha uma faixa dessa e diz &#8220;caramba! preciso ajudar esses caras a ir pra Minas Gerais ver o David Quinlan!&#8221; Se existe, preciso rever meus conceitos.</p>
<p>Lamentei não estar com nenhuma câmera pra fotografar ou fazer vídeos. Meu lamento foi uma imbecilidade, entretanto, já que eu podia ter usado o celular. Mas depois do evento achei um vídeo no Youtube do melhor momento da Marcha, se é que podemos chamar assim. Em certo instante, o cara que conduzia a <a href="http://bereianos.blogspot.com/2008/05/marcha-pra-jesus-procisso-pseudo.html">prociss</a>&#8230; ops, quero dizer, marcha, tratado ao microfone genericamente como &#8220;pastor&#8221;, pediu para que todos parassem para uma oração. Eis a seguir o que o homem disse.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://bichoderondonia.com/2008/05/25/marcha-pra-jesus-2008-em-porto-velho/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2BJXRUT90A0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Em um dos cruzamentos mais movimentados da cidade, rodeado por uma massa evangélica, o tal pastor, conclamando todos a fazer uma, nestes termos, &#8220;oração poderosa&#8221; (momento anterior ao início da gravação do vídeo acima), colocando a todos como &#8220;igreja nesta cidade&#8221; faz uma oração pelo comércio, por &#8220;lojistas&#8221;, &#8220;investidores&#8221;, &#8220;cada empresário&#8221;, para que &#8220;tenhamos um comércio forte&#8221;, e para que estas bençãos e graça se &#8220;estendam&#8221; ao povo de Deus em Porto Velho.</p>
<p>Ou seja, em resumo, ele pediu para que Deus comece a agir na cidade por meio do fortalecimento do comércio e do investimento de capital para que esta prosperidade atinja a igreja. É ou não a lógica capitalista se assenhorando do pensamento cristão? No capitalismo, espera-se que o mercado, mesmo insano e cruel nos detalhes específicos, no geral, no fim das contas, atenda aos anseios da sociedade. Na teologia que gera esta oração Deus como que age através dos shoppings, das feiras, de ações na bolsa ou no ramo imobiliário, esperando que o mercado em si atenda aos anseios do seu povo. Bizarro, mas é a idéia que mais baseia a prática e o pensamento dos líderes de igrejas que mais crescem no Brasil, e que acabam à frente de marchas como essa.</p>
<p>De resto, nada muito digno de nota. O controle do trânsito não foi bom. Algumas ruas que deveriam ter sido fechadas não foram, e motoristas desavisados ficaram esperando um tempo enorme nos cruzamentos de ruas de sentido único. O som dos trios não foi totalmente sincronizado. Segundo alguns disseram, a presença de pessoas foi menor que nos anos anteriores. Não sei se a informação procede, até porque quem disse não acompanhou a marcha e, pelo menos visualmente, tinha muita gente.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bichoderondonia.files.wordpress.com/2008/05/manny_iceage_wallpaper.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-263" src="http://bichoderondonia.files.wordpress.com/2008/05/manny_iceage_wallpaper.jpg?w=179&h=134" alt="" width="179" height="134" /></a></p>
<p>Empurra-empurra e esbarrões foram comuns. Tive que me condicionar a eles. Atravessar a rua foi uma batalha. Ao por o pé no asfalto quase fui derrubado e pisoteado por uma horda de mamutes com camisetas iguais. Percebi que a educação e a cordialidade cristãs não serviriam naqueles minutos, então me tornei um mamute. O pior deles. Infelizmente, após firmar os pés e decidir agir como o Manny, ninguém esbarrou em mim para ir ao chão. Tanto que quis atravessar a rua mais algumas vezes para derrubar alguns irmãos meus. Pena que o Luiz não gostou tanto da idéia. Até porque, em questão de tamanho, proporcionalmente ele seria o Syd, já que se está falando de <a href="http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/twentieth_century_fox/ice_age_2__the_meltdown/_group_photos/denis_leary2.jpg">Era do Gelo</a>. Mas não achem que não tenho coração. Eu desviei das criancinhas. Meu foco eram os outros elefantídeos.</p>
<p>A marcha terminou na praça Aluízio Ferreira (eu acho que o nome é esse). Lá houve um show do Filhos do Homem. Nada demais. Ninguém falou muito, o som não estava aquelas coisas, não veio todo mundo da banda. O maior problema foi que o pastor Cris estimou errado a distância entre Pato Branco e Porto Velho. Ele anunciou várias vezes que tinha viajado 4 mil quilômetros para estar ali aquela noite. Na verdade, a distância, por estradas, é <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;saddr=pato+branco,+pr&amp;daddr=porto+velho,+ro&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=35.136115,82.265625&amp;ie=UTF8&amp;z=5">2.996 km</a>. Errou por muito. Para se ver como o show foi movimentado, é disso que me lembro, além de alguns problemas estomacais gerados por Coca-Cola em excesso, aliada a um enorme cachorro quente. Tomara que a Dâmaris não saiba que, ignorando seus alertas, tomei um litro de refrigerante naquela quinta e passei mal de novo por isso.</p>
<p>Enfim, após calor, empurrões, oração poderosa de prosperidade, axé, show abaixo do esperado e meu estômago em fúria, o saldo só pode ser negativo, assim como tem sido o do evento original paulista em que aparenta ser baseado.</p>
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