Ódio manifesto e conclamado

Por que acha que alguém quer ouvir?
Por que supõe que alguém quer ler?
Cale essa boca imunda, jovem inconseqüente!
Aquieta esses dedos, escritor inconveniente!
Para trás com seus devaneios
Para o inferno com suas opiniões
Para a vergonha com suas palavras
Para o esquecimento com seus poemas

O mundo não quer assistir, não mais
Suas megalomanias se tornarem reais
Basta de senhores, basta de grandes
Seja pequeno, ínfimo, insignificante
Porque ao medíocre não cabe outro destino
Porque ao pretensioso a queda se reserva
Morra, se preciso for para se calar
Morra! Morram também seus pensamentos

Riam todos! Transformem em chacota
Quem se acha ousado e promissor
Quem alerta como se verdade fosse
Anunciando como se tudo soubesse
Quero ouvir a zombaria incessante
Quero ver o vitupério excruciante
Desse vil animal cheio de si mesmo
Que grunhe achando proferir palavras

Não tenham esse inútil em conta
Não ponderem sobre seus caminhos
Virem as costas, ignorem, escarneçam
Deixem de tolerar, incomodem-se!
Impeçam que continue regurjitando
Pensamentos imundos nos seus colos
Massacrem tudo aquilo que esse infeliz
Inflado do próprio ego, arrogante diz

2 respostas a “Ódio manifesto e conclamado”

  1. Bia disse:

    [...]Deixem de tolerar, incomodem-se!

    Me incomodei, mas não vou virar as costas! Porque a grande vantagem de haver uma maioria é que ela precisa de uma minoria que se contraponha a ela! Beijinhos Teo!

  2. kessia disse:

    n sei pq, mas me lembrei das “cartas de um diabo a seu aprendiz”
    ficaria mto legal encenado

    adorei!

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