O tédio e a ociosidade costumam proporcionar muitas idéias, a maioria delas imbecis. Pois é, aqui estou pondo em prática uma delas. Trata-se de um desafio. Explico a seguir.
Logo abaixo há um poema de oito estrofes. Cada um dos versos faz referência a textos (livros, contos ou poesias), animes ou filmes, todos relativamente bem conhecidos (a maioria, na verdade, é amplamente conhecida). O desafio é descobrir o que exatamente cada verso referencia, seguindo o seguinte:
- cada verso faz uma ou mais referências;
- todos os versos têm referências;
- é possível que dois versos seguidos façam uma referência em conjunto;
- as referências podem se repetir ao longo do texto, em lugares diferentes;
As estrofes são numeradas. Para responder pode ser usado o formulário de contato, da seguinte maneira (apenas exemplos e uma sugestão de formato):
Verso X da estrofe Y fala sobre a carta de Pero Vaz de Caminha
ou
Os versos W e Z da estrofe E fala sobre o filme Scarface
Dicas talvez úteis:
- a maioria das referências é a livros;
- os filmes têm poucas referências;
- algumas referências são frases semelhantes às que aparecem no referenciado, outras não.
Alguns versos são bastante óbvios. Outros nem tanto. E o que ganha com isso quem acertar? Uma menção honrosa aqui no blog, claro! Embora caso dependendo do número de acertos que alguém possa fazer eu pense em um possível prêmio… talvez se alguém acertar tudo…
Vou postar a resposta e os maiores acertadores na próxima sexta-feira, dia 29 de agosto.
Sobre o poema: minhas única preocupações na construção estrutural e estética foram o número de versos por estrofe e as rimas. O importante pra mim eram as referências, e não a forma ou a beleza. Há uma linha na história contada, mas é uma linha um tanto absurda.Trata-se mais de um quebra-cabeça que poesia em si.
Enfim, vamos lá.
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1
Após uma noite de paquidérmicos sonhos inquietantes,
Despertei tendo a casa por prisão
Unicamente por ter roubado um pão.
Desesperado e açoitado por dezenove anos incessantes
Fugi com meu amigo antes que o planeta se desfizesse
Mas porque minha casa se fora, não porque eu quisesse
2
Ruidosamente passaram por uma dúzia de casas para me assustar
Até poderem dizer-me: “você está preso”.
Das câmeras a mini-tv deixou-me ileso
Mas uma maçã lançada atingiu meu lado, o que veio a me matar.
Sem maçãs meu amigo definhava em convulsões mortais
E no bosque pudemos descer até os círculos infernais
3
Corajosamente um certo insano abriu um túnel ao nosso mundo.
Atravessamos e saímos por um grande armário
Dentro de um sótão, em um opressor cartório
Pela janela fechada pulei de cabeça, com Beethoven ao fundo
Esperei erroneamente que os anjos viessem amortecer a queda forte
Mas caí, embora não em vão, pois nosso perseguidor também foi à morte
4
Compadecido da pobre viúva o profeta chamou-me de volta à vida
“Lá e de volta outra vez”, foi o que pensei
Assim que o fantasma de meu pai eu avistei
Más pessoas eram explodidas por um homem com uma grande ferida
Havia uma oponente à altura, mas sem suas memórias não o podia enfrentar
Seus outros braços, fortes e longos, sem seu sinistro ego não podia usar
5
Chegou a mim a carta de meu tio, perversa em suas orientações
Seu belo anel ele me deixou sem nada cobrar
Mas os anéis de tios costumam nos embaraçar
Era hora de tomar o caminho estreito, disseram-me as pregações
Pela porta do duro caminho entrei destemido pois amigo disse
Às costas meu fardo, que ignorei ser uma Quimera que oprimisse
6
O caminho era agora uma escura caverna, banheiro para um rei
Lá esperavam uma sentença uns vivos sem vida
Também o vidente aguardava uma voz ser ouvida
No escuro tortuoso o fardo em sangue por minha filha carreguei
Socorrido por uma freira e seu demônio, o que não esperava
Mas uma tão infame jovem era quem o Evangelho me anunciava
7
Por lidar com mulheres a machado, o rei mandou-me buscar sua noiva
Mas bebi o que era vedado, por acaso mal
Tanto fazia, pois a moça era a arma cabal
Eu era o alvo, mas a armadilha foi sua: morreu no carro em meu lugar
Maldita caixinha de ébano e madrepérola a me revelar a traição
Bem sabia ao olhar para o menino e ver meu amigo em sua feição
8
Desesperançoso choro sozinho a minha dor sem que ela deva ou possa saber
É lúgubre morrer sozinho numa cadeira
Quando se teve tudo numa vida inteira
Até o cachorro rejeita meus caros perfumes, apesar de excrementos lamber
Mas no fim, inesperadamente a moça infame que me pregara a mim se junta
Estava com a tez lívida, vestindo sua mortalha branca… ora, uma defunta!

Eu posso participar???
Ou minha menção honrosa já tá garantida?
euaeuaehuaehuaeae
flwww
Castigou Teo… Aqui em Goiânia quando a coisa complica e a gente não quer passar vexame tentando, a gente diz assim: Sei nem errar! É a minha resposta pro seu desafio!
Cara, só não participo pois tenho uma memória não muito boa para frases assim hehe, tanto é que reconheci só uns três versos…
[...] respondeu mesmo. Enquanto escrevia achei que dariam risada por ter chamado algo tão fácil de desafio. Errei feio. Usaram palavras como “absurdo”, “do mal”, [...]