Recentemente a gravadora “gospel” MK lançou um infeliz CD chamado “Brasil com Cristo batendo um bolão”. É impossível não rir desta iniciativa bizarra. O título é hilário, e parece saído de um quadro do Casseta & Planeta. São sete músicas com títulos sugestivos (como “Gol de Emanuel”) e forçados, acompanhadas de playback (não imagino quem e onde se cantaria estas músicas). O resultado é um CD caricato, inútil e desprezível, com o pior que o “gospel” nacional pode produzir.
Mas não vou falar sobre o álbum. Não há nada o que dizer, pelo menos por enquanto. Basta olhar para o título e para as faixas para o estômago começar a embrulhar. Chamo a atenção é para o pano de fundo, para o fato que permite que um CD como este exista. E este fato é a idéia atual de “empresa cristã”.
O empreendedorismo prevê que uma pessoa pode abrir uma empresa na tentativa de apresentar uma solução para um problema através de um produto ou serviço. Isto é verdade. Contudo, a essência do conceito de empresa só permite que ela prossiga em sua existência caso exista lucro para seus proprietários. Com uma empresa “cristã” não seria diferente, obviamente.
Uma pessoa que apresente produtos ou serviços direcionados a uma parcela da igreja cristã exclusivamente, da forma como a MK faz, está sendo empreendedora. Ela está buscando sua fatia de mercado e seu lucro, exatamente como os outros empreendedores. Se a empresa deixar de lucrar, ela deve deixar de existir, assim como as outras empresas.
É óbvio que nenhum empreendedor quer ver seu barco afundar – ele fará de tudo para que seu investimento retorne, incluindo coisas que muitas empresas fazem, e que nenhum cristão deveria fazer, como:
Marketing FUD: por exemplo, interessa a uma gravadora “cristã” como a MK que os cristãos acreditem ser errado ouvir música secular. Isto é evidente. As gravadoras seculares têm, via de regra, mais investimento e melhor produção. Ninguém se interessaria pelos clips bregas e CDs mal produzidos da gravadora “gospel” confrontados com as milionárias produções de outras gravadoras. Por isso, uma gravadora e produtora “cristã” teria todo interesse em que, caso um crente não tenha medo de ouvir música secular, pelo menos ele tenha dúvidas se isto é certo ou não, e acabe optando pelo produto “gospel”.
Oportunismo: na ânsia por mais lucros, a MK lançou o absurdo álbum que citei no início. Não importa se futebol e Bíblia não têm nada a ver. Não importa se o resultado final é esdrúxulo. O que importa é aproveitar o momento e vender mais. Aproveita-se ainda o efeito do marketing FUD intensivo e se inunda as lojas evangélicas de paliativos para os efeitos da carne. É claro que apesar de estar em dúvida se é pecado ou não ouvir aquela música secular que toca toda hora na rádio, o pobre crente sentirá vontade de desfrutar dela. E para satisfazer esta vontade, basta comprar o correspondente “gospel” que as gravadoras lançaram especialmente pra ele quando chegasse aquele momento de indecisão. Afinal de contas, ele está cheio de incerteza, mas não precisa deixar de comprar os produtos deles!
Ênfase em modismos: em clipes gravados no último verão era possível observar cantores e cantoras bronzeados, com direito a marca de biquíni. Não interessa para eles a identidade cristã. Interessa a moda.
Visão agressiva de mercado: Em algum lugar do passado recente, algum executivo deve ter saído com esta: “O quê? Eles têm Britney Spears? Não deixemos esta lacuna vazia! Nós temos Pâmela!”
Acredito ainda que pouca gente duvide que eventos como o Troféu Talento servem apenas para se projetar “artistas” na mídia “gospel” nacional, não para se premiar os melhores.
Não há espaço na igreja de Cristo para empreendimentos que lancem mão destes recursos. Usar o evangelho como pretexto é uma afronta. Organizações instituídas por Deus, que podem legitimamente coexistir ou permanecer no seio da cristandade, não visam e jamais visarão lucro – se preciso, seus líderes e membros pagarão caro para que ela continue.
Todavia, se a MK quer ser empresa, que seja, se quer definir suas estratégias de acordo com tendências do mercado que defina, se quer lançar seu marketing agressivo que lance. O que é lamentável é incluir Cristo e seu Evangelho nesta deplorável salada.

19/Mai/2006 às 15:12 |
Eu concordo quanto ao fato de ser um lançamento bizarro, mas me bateu uma dúvida, qual seria a posição de Emanuel?? atacante ou meio-campo??
Mas isto significa q vc é totalmente contra empresas realmente trabalham com o intuito de difundir o evangelho utilizar certas armas que a Publicidade e Marketing oferecem???
19/Mai/2006 às 18:03 |
Jesus precisa de publicidade e marketing???
isso é amor ao dinheiro e nao ao evangelho!
20/Mai/2006 às 12:34 |
Muito bom o texto cara. Infelizmente a imposição para vender através do medo parece que é consequência do evangelho pregado através do medo…
2/Jun/2006 às 9:16 |
Kra, segue um pequeno comentário! Apenas visto por um outro “prisma”
Quem somos nós? Por que estamos aqui? O que estamos fazendo? O que deveríamos fazer?
Vou transcrever um pequeno trecho de um livro escrito por um cristão que está cumprindo sua missão aqui no mundo, e nos conclama a fazer o mesmo:
“Hoje mais de um quarto de todas as nações, um terço da superfície da Terra, e metade da população mundial estão sob a influência do comunismo ateu.
Será que, como cristão estamos cientes disso? Será? Lembramo-nos de que, como indivíduos, somos a Igreja de Cristo? Para que existe no mundo a Igreja Cristã?
Ela não é uma grande arca, em que podem flutuar os favoritos, felizes, e sem cuidado algum por sobre o mar da vida até chegar à praia áurea.
Ela não é uma companhia de seguros, à qual se podem pagar prêmios e se ficar inteiramente livre do fogo do inferno!
A Igreja não é um clube social, cujos membros se reúnem ocasionalmente para desfrutar da companhia uns dos outros, divertirem-se, e trocar idéias!
Não é uma casa de saúde em que os deformados espirituais e os moralmente anêmicos tratam de seus males hereditários. Não.
A igreja de Cristo é uma instituição ganhadora de almas, a proclamar, a tempo e a fora de tempo, que Jesus Cristo salva a todos os homens…
… O que estamos está fazendo nesse sentido? Estamos esperando que a nossa denominação faça a obra de evangelização? Cristo espera muito de nós! Almas – almas ainda não alcançadas- estão esperando muito de nós!” IMPACTO – T. L. Osborn
Queridos, é muito fácil ficar esquentando os bancos de nossas igrejas e apontando defeitos nas pessoas que fazem algo afim de alcançar almas, enquanto milhares caminham diarimente para a perdição. Morrem mais de 120.000 pessoas a cada 24 horas.
Não vim defender a MK, mas se formos buscar os preceitos bíblicos, veremos que a música era a forma usada para louvar ao Senhor. Quantas vezes abrimos nossos lábios, com musicas mundanas saídas de nossas bocas… isso é para o louvor de quem?
É mais fácil fechar os olhos e fazer de conta que não sabe de nada, achando,portanto, que não será considerado culpado. Com pouca pesquisa, descobre-se quantos músicos fazem pacto com o Diabo a fim de fazerem sucesso. Alguém já ouviu o testemunho do Pastor Francisco Vieira (ex-tio chico)? Ele, que foi o segundo bruxo mais poderoso do país, converteu-se e conta experiências tenebrosas das quais fez parte quando servia ao demônio, e quantas pessoas o procuraram para fazer pacto. Uma delas, muito conhecida de vocês, e provavelmente muitos CD’S dela delam ocupar lugar em suas estantes: a XUXA. Este é um pequeno exemplo.
Se hoje fizéssemos uma pesquisas nos lares “cristãos” teríamos uma triste constatação com relação à proporção de CD’s evangélicos em relação aos mundanos.
A quem servimos afinal de contas??
“Aquele, pois, que pensa estar de pé veja que não caia” I Cor. 10:12
Hoje os cristãos estão muito mais preocupados em ficar malhando as demais denominações do que em pregar o evangelho a toda criatura.
Não me coloco acima de ninguém, pois também não tenho cumprido minha parte em pregar o evangelho, e, sem dúvida nenhuma, terei que responder diante do trono de Deus no dia do juízo, o que fiz com os talentos que ele me deu: se os apliquei ou os escondi. Cada um de nós terá que prestar contas…
O evangelho não alcança um campo maior na humanidade,justamente porque faltam recursos financeiros para financiar a pregação.
Abraços,
9/Jun/2006 às 13:46 |
Interessante Irmão,
Como se cumpre em todos aspecto a palavra de Deus, me lembro da carta de Paulo aos irmãos da Igreja de Filipos. olha o que ele diz no verso 15 do cap. 1 Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros porem o fazem de boa vontade.
Agora veja o verso 18 do mesmo cap. Todavia,que importa? Uma vez que cristo , de qualquer modo esta sendo pregado, quer por pretexto quer por verdade, também com isso me regozijo sim, sempre me regozijarei.
Eu particularmente, só tenho pena destes que o fazem assim, pois seus galardões ja recebem aqui!!!!!!!!
Grande Abraço…
23/Fev/2007 às 12:57 |
YAHU , o Altíssimo , não aceita aberrações como forma de louvor,pode-se constatar que a maioría dessas musicas mundanas transvestidas de músicas gospel são ou importadas ou plagiadas da pátria da besta , que as colou dos bairros de procedência afrofectiche .Os hinos antigos, com fundamentação bíblica foram quase que totalmente jogadas ao léu, para darem espaço ao lucro financeiro e ao marqueting.isso é u7m reflexo das próprias denominações que flexionam a doutrina para aumentar o rebanho , já não lhes importa a qualidade mas sim a quantidade! quanto maiór o rebanho mais lã para ser comercializada.A igreja católica , faz isso desde que abandonou a verdade , adotou os costumes dos pagãos , e dos gentios para aumentar suas riquezas materiais, e infelizmente as igrejas protestantes a seguem atraz. as coisas do povo de YAHU , são quase que perfeitas,isso seja no louvor, nas notas musicais ,ou qualquer fruto de inspiração divina, pois Ele é perfeito e exige perfeição, não importa que Paulo tenha dito isso ou aquílo , não foiPaulo que criou o mundo ,nem tampouco fez a vida , o que realmente é importante é oque o Pai , o Filho e o Espírito Santo nos dizem e ,desde o começo as impuresas foram condenadas, um exemplo pode ser visto em genesis quando as ofertas de Caim não foram aceitas.
13/Abr/2007 às 23:50 |
Estamos vivendo o pior momento da igreja na terra, infelizmente muitos que se dizem salvos estão sendo enganados por este bando de falsificadores da verdade.
Hoje se não tivermos o dicernimento espiritual, não conseguimos detectar o que é santo e o que é profano. Satanás tem trabalhado desde o principio para inverter o que Deus fez com perfeição para o adorar. Em Eclesiates diz o sábio Salomão inspirado pelo Espírito, que Deus fez o homem perfeito, mas ele fez para si muitas invenções; Porque não dizer que o arquinimigo de Deus e nosso tem se aproveitado destas idéias férteis de pessoas que não conhecem a Deus, pois pessoas que tem coragem para fazer um trabalho desse aberrativo e blasfemo, não tem nada de cristão e não entendem com que estão se metendo. A Bíblia é a verdade e não mente qundo diz: Que nos últimos tempo se levantariam homens enganadore e profanos…
Deus é Deus de justiça e tudo isto que estão fazendo envolvendo seu nome e sua palavra em trabalhos para lucrarem, tentando enganando o público evangélico, pois é bom que estes mercenários saibam que a Igreja de Deus é viva, pois o seu Deus é vivo, e combateremos estas coisas.
Há muitos meios de se ganhar dinheiro, mas quero que a referida gravadora que por incrível que pareça é uma da melhores, refine mais os seus artistas, já que os chamam assim.
Voltem-se para a palavra de Deus e vejam que a música não é para se agradar fulano ou beltrano, mas Deus instituiu cantores para lhe adorar. Devemos prestar atenção que Satã era um musico excelente, e como era o tal, hoje inspira músicos, para que com roupagem de louvor inserir músicas profanas com letras totalmente diabólicas.
O Espírito de Deus habita aonde se ouve louvores de adoração a Deus, não com musicas que dixam as pessoas alucinadas pelas batidas de bateria e sleps estravagantes de contrabaixo.
Vejam a diferença, quendo Davi tocava sua harpa e cantava salmos o espirito mau saía de Saul. Hoje estamos tocando ritmos dentro de nossas igrejas piores que dos centro de umbanda e queremos que o Espírito de Deus haja nos corações. O Espírito Santo é Santo e sensível, ele só habita onde há louvores que dê para de ouvir e entender o que se está louvando, não estas misturas de coisas que não dá para entender, que até parece que esta escondendo por trás da mesma uma mensagem subliminar. Os hinos sacros e corinhos ungidos que foram dados por Deus a conpositores cheios da unção, homens de oração, hoje não passam de coisas antigas, e tem até quem o diga que são coisas do Baú. Bem eu não troco os hinos inspirados que falam da grandeza de Deus, por música que saíram dos mais tenebrosos recantos do inferno que estão sendo tocadas com ritmos totalmente diabólicos, executados por adeptos do diabo.
Que possamos hoje vigiar e saber o que estamos fazendo, por que todas esta coisa Deus trará a juízo.
Mesmo que estejam falando que o Evangelho deve ser pregado de todas as maneiras, devemos tomar atenção por
15/Jun/2007 às 20:31 |
Me perdoem a franqueza se alguém discordar: A única que eu gosto de ouvir na El Shaday ( MK Publicitá ) é o debate 93. O resto eu não suporto ouvir. Fiquem na Paz do Senhor.
11/Jul/2007 às 10:00 |
O cara veio falar da Xuxa?
Mas cá entre nós: música boa e música ruim há em todos os segmentos…
Que a MK e outras padronizaram uma estratégia totalmente publicitária e empreendedora com vistas ao lucro, é notório.
É verdade que precisamos alcançar vidas e que Deus nos dá criatividade para isso. Mas agora, partir deste princípio para copiar tudo o que é feito no mercado secular e implementar dentro das igrejas soa, para mim, de forma bem falsa.
O livro “o cristão e a cultura” relata bem esta questão. Da mesma forma, o livro “música na igreja”. Até a música dos nossos hinários, na sua maioria, eram canções seculares (algumas cantadas em cabaré) que receberam uma letra nova, sendo, desde então, cantadas nas igrejas.
Lendo um pouco de história, percebe-se que a própria igreja católica, incomodada com o movimento reformador, divulgou a idéia de que “o que não é de Deus é do Diabo”. Isso porque, até então, tudo era ligado à igreja e temas religiosos: música, pinturas, esculturas, política, ciência. Perdendo espaço (e os devotos com seu dinheiro), essa idéia propagada foi a forma encontrada de resgatar fiéis. Não funcionou bem naquela época, mas hoje, pelo que se vê, gera um efeito considerável na vida de muitos.
Não entendo, por ex., porque relacionamos a música, e apenas a música, como algo exclusivo de Deus. Se eu faço uma poesia para a minha màe ou namorada, nào é pecado, ceto? Mas se eu coloco uma melodia nisso e canto passa a ser? Não faz sentido pra mim.
Frejat diz muito mais ao cantar “amor pra recomeçar” do que outros grupos que gravam cançoes de meia hora dizendo uma só frase, ou outras mandando pular e dançar pra sempre.
No mais, cada qual é responsável pelas suas atitudes e crenças.
Bem, fica aqui minha opinião…
22/Mai/2008 às 22:13 |
George, parabéns. O seu comentário a respeito do tema está excelente. Boa reflexão.