Coreografias

13/Abr/2008

Talvez você já tenha visto o vídeo postado abaixo, já que este tipo de coisa não passa despercebido na Internet de hoje. De fato, ele é bastante conhecido desde 2006, quando foi um desses fenômenos virais. Trata-se da mais preciosa pérola em matéria de videoclipes musicais da década de setenta, ou talvez de todos os tempos: I want to love you tender, da dupla finlandesa Armi Ja Danny. Quem ainda não viu, assista antes de qualquer explicação.

Minha intenção aqui não é simplesmente mostrar o vídeo. O propósito deste blog nunca foi trazer vídeos legais (?) encontrados Youtube afora. O que quero é convidar todos a uma reflexão a respeito de algo relacionado ao vídeo que tem a ver com o cristianismo atual.

Antes de entrar nesta questão, uma outra deve ser respondida: afinal de contas, quem raios são essas pessoas? Quanto ao grupo de coreografia, não sei e nem quero saber quem são. Já a dupla, Armi & Danny, eu procurei conhecer melhor. Não há muitas informações sobre eles por aí, e a maior parte do pouco que existe está em finlandês (e depois me perguntam a utilidade de querer aprender vários idiomas…).

Pelo que deu pra entender, a bonita jovem do clipe é Armi Aavikko, que não tinha mais do que 20 anos quando participou da gravação do vídeo, em 1978, um ano após ser eleita Miss Finlândia. Ela faleceu em 2002, de pneumonia. Seu ex-companheiro na dupla mantém uma página com um memorial dedicado a Armi. Pra quem não sabe finlandês, talvez a única utilidade da página seja o álbum de fotos, que permite comprovar que seu único problema em algumas passagens dos anos setenta era o penteado.

Danny, cujo nome verdadeiro é Ilkka Lipsanen, é, obviamente, o cover do He-Man. Seu site oficial demonstra que ele não parece ter mudado muito de estilo. E lá está mais uma prova de que ele realmente é o príncipe Adam. Em uma viagem à China ele aparece usando uma camiseta preta com uma homenagem a Pacato, o Gato Guerreiro. Confira na segunda foto da página.

Voltando à tal questão relacionada ao cristianismo atual, talvez alguém não consiga ver a relação entre o clipe e qualquer coisa na igreja contemporânea, mas ela existe. Qualquer pessoa que tiver comparecido pelo menos cinco vezes nos últimos quinze anos a um culto em uma das igrejas evangélicas consideradas mais modernas já deve ter visto um dos chamados grupos de coreografia em ação durante alguma música. E é aqui que eu quero chegar. Talvez muito da inspiração dos grupos de coreografia tenha saído desse pessoal dançante do clipe acima. Por que penso isso? Com a autoridade de já ter acompanhado de perto pelo menos cinco grupos de dançarinos cristãos, eu pude identificar no clipe de Armi & Danny doze passos idênticos aos que já vi em muitas coreografias por aí. Alguém consegue ver mais?

Se você não acha essa informação relevante, pelo menos já pode, como se diz, tirar onda com a cara dos bailarinos, dançarinos e grupos de coreografia da sua igreja, dizendo que sabe quem é a principal influência deles…


Meme: Assustadora letra

4/Abr/2008

Tenho respondido os selos e memes com bastante atraso. O Rap me convidou pra um meme dia 20 de março que só respondo agora. É uma idéia bem interessante: mostrar a própria letra. Preparem-se para uma experiência que só meus professores e uns poucos “agraciados” já tiveram até hoje - tentar decifrar minha escrita.

De quebra, quem decifrar lerá, além de uma importante homenagem, um trecho de meus ocultos e obscuros poemas que eu jamais trarei a público, por motivos óbvios.

Meus contatos na blogosfera andam poucos - tenho sido antisocial até na vida blogueira! Por isso, convido apenas dois pra continuar:


A nova polícia

2/Abr/2008

Não sei se alguém lembra disto, já que faz bastante tempo que não continuo esta história, mas este texto é parte do que tenho chamado Os tribunais de Rósea. Para ler os outros capítulos em ordem, clique aqui.

Em frente à loja de Dimitri existia um prédio comercial de três andares. Do terceiro andar deste prédio, em um escritório luxuoso e organizado, um homem observava a movimentação do outro lado da rua. Era Emerson Cardoso. O escritório era o da Importadora Cardoso, responsável pela importação de cosméticos. Entre eles, é claro, o produto da moda, Pierre Simon.

– Que absurdo, senador. Onde estes ladrões vão parar? - Perguntou Emerson a outra pessoa na sala.

O homem a quem Emerson chamava senador era Fernando Barbosa, Fefê Barbosinha para os eleitores. Efetivamente, Fernando (ninguém além dos eleitores o chamava de Fefê) era senador.

– Essa gente não tem jeito. Bandidos miseráveis - Indignou-se Fernando.
– E o pior é que esse parece que é mulher. O estranho é que a polícia já prendeu a moça e continua ali.
– Esses policiais novos são cheios de novos métodos. Eles acham que podem resolver as coisas. Eles deviam é obedecer.
– Concordo. Mas, desculpe interromper a conversa, o que traz o senador aqui?
– Assuntos importantes, Emerson. O carregamento chegou.
– Ótimo! Está no porto ainda?
– Não, já está no meu depósito.
– Fantástico! Quantas caixas?
– Cerca de oito mil.
– Oito mil! Senador, o senhor é um homem muito competente. Como passar oito mil caixas de Pierre Simon pela alfândega sem ser pego?
– Na verdade eu fui pego. Mas o fiscal tratou de me procurar antes de fazer qualquer coisa. Ele é meu amigo, e uns trocados foram suficientes para ele liberar a carga, que estava dentro de doze vagões. A nota fiscal dizia que era milho.
– Que fantástico. Então, quando eu posso mandar buscar? Os comerciantes já estão pressionado, e eles não aceitam mais a história do carregamento atrasado. Acham que é desculpa esfarrapada.
– Assim que me passar o dinheiro, o senhor pode ir buscar.
– Sabe, senador, eu ando com medo de ser pego e ir pra cadeia.
– Bobagem, homem! Medo de quem? Eu sou senador e você é um rico empresário, homem respeitado na sociedade!
– Sabe-se lá, vai que a polícia nos pega.
– A polícia serve pra prender pessoas que são um risco pra sociedade, como essa tal ladra que roubou agora a mercearia aí na frente. E tem mais.
– Mais o quê?
– Estamos votando no senado um projeto para nos tornar imunes. Nós não poderíamos ser presos, e em caso comprovado de crime, só o Tribunal Maior de Rósea poderia nos julgar. Sabe, né, só pra dizer.
– Sério? De qualquer forma, só o senhor seria imune. Eu não.
– Não se preocupe. O projeto inclui que quem estiver relacionado a um senador no crime também terá tratamento privilegiado. Confie no meu taco.
– Ah, então assim eu fico mais tranqüilo.
– Pois é assim mesmo! Deixe de bobagem e vamos combinar o pagamento.
– Ainda estamos combinados em cem mil, não estamos?
– É. Preço barato pra camarada.
– Cinqüenta mil nessa maleta aqui. O resto eu deixo no depósito quando for pegar.
– Muito bom, Emerson – disse o senador pegando a maleta.

Assim que Fernando pegou a maleta com o dinheiro alguém bateu à porta.

– Senhor Cardoso, estou com seu chá, posso entrar? - dizia a voz de um dos empregados da importadora.
– Eu não pedi chá, Agnaldo! - respondeu Emerson.
– Um chá seria uma boa, Emerson… - disse o senador.
– Esse funcionário é uma besta. Contratei-o esse mês, e não faz nada certo. Não presta pra servir chá, pra limpar, pra nada. E vivo achando ele atrás das portas. Um incompetente curioso. Vou mandar esse imbecil embora esta semana ainda. Mas já que o senador quer chá, vou deixar ele entrar.

Emerson se levantou e foi até a porta, que estava trancada. Ele sempre trancava a porta quando tratava de assuntos importantes. Ele não notou o fato de que o empregado já sabia que a porta estava trancada, e não tentou girar a maçaneta.

– Entre logo, Agnaldo, e sirva o senador!
– Sim, senhor Emerson!

Agnaldo colocou cuidadosamente o chá sobre a mesa, demonstrando certa inabilidade. Emerson sentou-se na mesa à frente do senador, balançando a cabeça e demonstrando insatisfação com o atendimento do funcionário.

– Mais alguma coisa, senhor Emerson? - perguntou o funcionário.
– Nada. Suma da minha frente que eu estou ocupado.
– Eu só tenho mais uma coisa a dizer, senhor.
– Agora não, inútil. Estou com um senador aqui, não está vendo?
– Estou, senhor. Desculpe-me, mas o que eu tenho a dizer também diz respeito ao senador.
– E o que você, criatura imprestável, teria a dizer para mim e para o senador?
– Agente Augusto da polícia de Rósea. Vocês estão presos por contrabando.

Emerson e Fernando fizeram a mesma cara e abriram a boca da mesma maneira diante da credencial que o funcionário tinha acabado de tirar do bolso e mostrava a eles. Pela porta entraram mais dois agentes, com o uniforme da polícia, e algemaram os dois. Augusto foi até a janela e fez sinal para os policiais que estavam em frente à mercearia de Dimitri. Os policiais responderam com outro sinal e entraram na loja.

– Senhor Dimitri e esposa, os senhores estão presos por prática de contrabando – disse o mesmo policial que tinha mandado algemar Lorena.

Dimitri e Inácia fizeram a mesma cara que Emerson e Fernando.

- E também – continuou o policial –, senhor Dimitri, temos um mandado para apreender sua mercadoria contrabandeada.

Dois agentes algemaram Dimitri e Inácia, e outro foi recolher em caixas o estoque de Pierre Simon, com a ajuda de mais dois policiais que tinham acabado de chegar. O policial que tinha anunciado a prisão recolheu no chão o frasco de xampú que tinha caído da roupa de Lorena e jogou em uma das caixas.

Depois os policiais conduziram Dimitri e Inácia, algemados, à carruagem onde estava Lorena. O casal ficou sentado de frente para a moça. Lorena não entendeu absolutamente nada, e os três limitaram-se a trocar olhares. Pouco tempo depois Emerson e Fernando entraram algemados na carruagem, que passava agora a ter cinco pessoas e três realidades, conexas apenas por uma marca de xampú.

Augusto, ainda com o uniforme de faxineiro-garçom-contínuo da Importadora Cardoso, deu uma rápida olhada dentro da carruagem e voltou-se para o policial que tinha conduzido as prisões na mercearia.

– Virgílio, não eram quatro prisões? Por que há cinco pessoas na carruagem?
– A moça é um extra. Flagrante de furto.
– Que bonitinho os cinco indo pra delegacia. Façam uma boa viagem, senhorita, senhora e senhores! - disse Augusto para os presos.

Uma parte dos policiais entrou em outra carruagem, onde também tinha sido posto a mercadoria apreendida, e todos partiram. Uma enorme concentração de pessoas tinha se formado em volta da mercearia e do prédio. Todos estavam estupefatos com o que acontecia. Ninguém sabia explicar, mas alguns diziam com os olhos arregalados que um senador e dois comerciantes tinham sido presos.


Vestes de enganação

31/Mar/2008

Em Gênesis a humanidade começou nua, literalmente. A princípio, Adão e Eva viviam sem qualquer roupa, conforme foram criados. Logo após o pecado, entretanto, as roupas entraram na história. Primeiramente, serviam para cobrir a nudez, e este é seu uso óbvio. Mas outras funções foram dadas à vestimenta ao longo dos anos, como dinstinção social, proteção do meio e expressão de pensamento. E talvez a mais antiga das funções secundárias seja nada nobre: enganar, ou estar envolvida em enganação.

Assim que viram que estavam nus, pouco depois de comerem o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, o primeiro casal cobriu-se de forma improvisada com folhas de figueira. Ao perceberem a aproximação do SENHOR, esconderam-se. Questionados por Deus sobre os motivo de fugirem dEle, deram como resposta uma mentira, dizendo que estavam nus, apesar de as roupas rudimentares já estavam prontas. Possivelmente, por já estarem dotados de consciência, sabiam que suas roupas eram ridículas, e não queriam se apresentar ao Criador vestidos de forma tão deplorável. Não é de hoje então que alguém dá uma uma desculpa esfarrapada ou mente para não atender a um chamado ou convite por achar que não tem a roupa apropriada…

Era apenas o começo da humanidade, veja-se. Um número desconhecido de milênios depois, Isaque, filho de Abraão, resolveu abençoar seu filho mais velho, Esaú. Todavia, o irmão gêmeo mais novo, Jacó, deu ouvidos ao plano bizarro de sua mãe, Rebeca, para usurpar a benção do primogênito. Para conseguir enganar o seu pai, já cego e supostamente às vésperas da morte, o mais novo aproveitou a ausência de Esaú e usou as vestes desse. Desprovido de pelos, ao contrário de seu irmão peludo, Jacó ainda usou pele de carneiro para simular cabelos pelo corpo. Lá estavam as roupas enganando um pai, para atender o desejo de uma mãe e um filho que desprezaram a promessa de Deus que já tinha feito em relação a Jacó e quiseram fazer as coisas por si mesmos. Ou seja, não é de hoje que roupas são usadas com a intenção de se tomar algo que é de outra pessoa…

Entretanto, Jacó não escapou de ser ferido pela mesma arma. Por muito amar Raquel, trabalhou para Labão, pai da moça, por sete anos para que pudesse se casar com ela. Labão, entretanto, enganou Jacó, dando a irmã mais velha de Raquel, Lia, no lugar daquela. Para tanto usou as roupas nupciais para esconder de quem se tratava. Somente pela manhã é que Jacó foi percebe que aquela era Lia (haja vinho…), e por este engano teve que trabalhar mais sete anos para seu sogro para pagar pela esposa extra, já que Labão também deu Raquel, mas cobrou pela esposa “extra”.

E a sina da enganação por meio das roupas acompanhou também os filhos de Jacó. Judá foi enganado por Tamar, sua nora, após uma complexa sucessão de eventos estranhos. Tamar era esposa de Er, filho de Judá. Er era mau ao ponto de ter que ser morto pelo SENHOR, sabe-se lá como. Onã, também filho de Judá deveria dar filhos a Tamar, conforme o costume da época, filhos estes que seriam atribuídos a Er. Onã não gostou dos termos, mas achou interessante a idéia de poder fazer sexo com Tamar sem que fosse considerado adúltero. Ele tinha relações com ela, mas jogava fora o sêmen antes, em um método anti-concepcional não recomendado, diga-se de passagem. O certo é que sua intenção era absurdamente má, pelo que ele também foi morto. Para não deixar Tamar em uma situação humilhante para seu tempo, seu sogro prometeu seu outro filho, Selá. Mas Judá não cumpriu o acordo, o que levou Tamar a vestir-se de prostituta e ficar no caminho de seu sogro. Enganado pelas vestes, creu Judá que ela realmente era uma meretriz. As evidências levam a crer que ela era muito bonita, já que o viúvo Judá não resistiu e teve relações com ela. Prometeu pagar pelo sexo dando como garantia alguns pertences pessoais, que permitiram identifícá-lo como o pai da criança que a grávida Tamar esperava um tempo depois. Não é de hoje, portanto, que alguém é enganado pelas aparências e faz algo do qual pode se envergonhar depois.

José, outro filho de Jacó, ainda jovem foi dado como morto por seu pai quando seus irmãos trouxeram a túnica do rapaz manchada de sangue. A túnica havia sido tirada pelos desonestos irmãos que venderam José como escravo e a mancha era de sangue animal. Escravo no Egito, José foi acusado injustamente de atacar a mulher de seu senhor, Potifar. Ela própria o caluniou, apresentando como prova a roupa que ela própria tinha tirado dele enquanto tentava agarrá-lo à força. Levaram a sério a acusação e prenderam José. Ou seja, não é de hoje que roupas são usados como falsa evidência forense.

Portanto, desde o início dos tempos e da Antigüidade se vê que as roupas eram usadas para enganar, e julgamentos precipitados baseados nelas podiam ter conseqüências drásticas. É bom tomar cuidado com o que se pensa a princípio a respeito das vestes próprias ou das de alguém. Os exemplos citados mostram como isto é perigoso. É isto o que acontece quando o propósito de algo é desvirtuado. O que era para cobrir a nudez se tornou instrumento de vaidade e exclusão social, e é isto leva a tanta enganação envolvendo algo tão simples.


Pedofilia - o que fazer diante dela

14/Fev/2008

O abuso sexual de crianças é um tema em alta. Tem-se discutindo bastante este assunto, principalmente porque a Internet tem sido um meio de divulgação de material pornográfico contendo crianças e também de ação de pedófilos. Antes de mais nada, passo a algumas definições, para evitar confusões.

Pedofilia - parafilia envolvendo práticas e fantasias sexuais envolvendo crianças e pré-adolescentes. Na legislação brasileira não é um crime em si.

Prostituição infantil - pode ou não relacionar-se com a pedofilia, pois indivíduos não pedófilos podem pagar por sexo com crianças.

Pornografia infantil - relaciona-se diretamente com a pedofilia, pois é comum que pedófilos distribuam ou comercializem material fotográfico ou multimídia contendo crianças nuas ou em ato sexual. Há um mercado em torno desta prática que movimenta bilhões ao redor do mundo. A distribuição de pornografia é crime segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas sua posse não.

Estupro e atentado violento ao pudor - crimes previstos pelo Código Penal. São crimes comumente cometidos por pedófilos - presume-se a violência em caso de menores de 14 anos.

Estas definições são importantes na hora de decidir qual medida tomar diante de um ato supostamente atentatório à integridade sexual de crianças.

À parte de qualquer debate psicológico ou sociológico a respeito do aspecto patológico ou social do pedófilo, é necessário, ao se identificar uma agressão sexual a uma criança, tirar o agressor de circulação. O caminho natural é informar a polícia, mas existem algumas formas de fazer denúncias on-line ou por telefone, disponibilizados pelo Governo Federal, principalmente através do número 100, ou por ONGs como a Safernet. De qualquer forma, caso uma investigação criminal seja necessária, as informações serão repassadas à Polícia Civil ou à Polícia Federal, dependendo do crime, a não ser que algum promotor ou procurador queira bancar o xerife.

Ao informar o crime, contudo, é importante ter dados concretos. É díficil reunir informação a respeito, entretanto, já que os pedófilos agem ocultamente. Por exemplo, perfis de pedófilos no orkut  geralmente têm fotos de outras pessoas com crianças, buscando confundir a identificação.

É importante que não só se ajude a reprimir os crimes que acontecem, mas também a prevenir para que eles aconteçam. Ao se deparar com alguém portando pornografia infantil, por exemplo, não existe nenhuma medida legal cabível, mas isso não quer dizer que não exista um problema social.

Precisa-se prevenir as crianças para que não se tornem vítimas dos agressores. Acompanhamento paterno do uso do computador pela criança é essencial. Os pais devem estar atentos, pois o pedófilo ou agressor sexual de crianças nem sempre é uma pessoa estranha ou repulsiva - pelo contrário: na maioria das vezes é alguém de confiança, e até bem visto pela sociedade.

Alguns psicólogos afirmam que os agressores são, em sua maioria, vítimas de abuso na infância. Mas se pedófilos são vítimas de abuso do passado é um assunto para ser discutido depois que eles deixarem de fazer vítimas no presente. E se eles são apenas criminosos comuns, conscientes de seus atos, devem receber as penas cabíveis. Em qualquer caso, quem não pode esperar são as crianças, que continuam se tornando vítimas todos os dias, correndo-se ainda o risco de que se tornem agressores no futuro.

Este post faz parte da campanha contra a pedofilia do blog Luz de Luma. Mais informações e outras centenas participantes neste post da  campanha.

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Exigências

13/Fev/2008

Estava analisando as capacidades que serão analisadas na avaliação psicológica para o cargo de Escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal. Ei-las:

Conduta ilibada, honestidade, responsabilidade, lealdade e postura profissional; Capacidade de trabalhar sobre tensão e pressão; Capacidade de síntese; Organização, segurança, disposição e dinamismo; Compromisso com a instituição e com o cargo; Capacidade de manter sigilo; Senso de equipe; Controle emocional; Boa capacidade de solucionar problemas; Discrição, paciência e cautela; Assiduidade e pontualidade; Boa capacidade de concentração; Agilidade de raciocínio; Dedicação; Iniciativa; Facilidade para obter informações; Autocontrole; Colaboração, cortesia e urbanidade; Disponibilidade; Coragem e habilidade para enfrentar situações de perigo; Ser diligente; Respeito à hierarquia e à disciplina; Facilidade de adaptação a mudança; Persistência; Capacidade investigativa; Criatividade e senso crítico; Otimismo e bom humor; Boa memória; Capacidade de compartilhar informações. Deve também demonstrar ter condições psicológicas e legais para o uso e porte de armas de fogo.

Abaixo, faço uma lista de pessoas que não preenchem os requisitos:

Jonh McLaine

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Problemas principais: não tem muito senso de equipe e, por assim dizer, não é lá muito discreto. Não sei se vocês entendem o que estou dizendo:

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Fox Mulder e Dana Scully

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Preenchem quase todos os requisitos, mas não têm compromisso com a instituição.

Capitão Nascimento

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Falta-lhe autocontrole, cortesia, urbanidade e agressividade moderada. É o menos apto. Ele se dá bem no policiamento ostensivo, mas para policia judiciária seus meios não são tão desejáveis.

Dr. Spencer Reid

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O candidato perfeito, não fosse sua relativa falta de habilidade com armas de fogo.

Para o cargo de perito criminal, as exigências são quase as mesmas, mas há diferenças:

Ética, honestidade, idoneidade, responsabilidade e imparcialidade; Boa capacidade de observação, de análise e síntese e concentração; Controle emocional. Bom nível de raciocínio lógico e espacial e de inteligência geral; Objetividade e clareza; Capacidade de atuar sob estresse e de controlar a ansiedade; Comprometimento; Maturidade; Minuciosidade; Ser disciplinado e perpicaz; Capacidade de tomada de decisão e de trabalhar em equipe; Iniciativa; Paciência; Distanciamento emocional; Dinamismo, persistência e autoconfiança; Adaptabilidade; Boa acuidade visual e auditiva; Facilidade no relacionamento interpessoal; Domínio psicomotor; Boa memória; Criatividade; Resistência à frustração e à fadiga; Pouca impulsividade e agressividade moderada; Fluência verbal. Deve também demonstrar ter condições psicológicas e legais para o uso e porte de armas de fogo.

Alguns peritos conhecidos também não se dariam bem nessa:

Gill Grissom

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Falta facilidade no relacionamento interpessoal, e sua capacidade de trabalhar em equipe é limitada.

Horatio Caine

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Falta distanciamento emocional. E também falta ser menos mala, embora isto não esteja expresso nos requisitos.

Pelo nível do pessoal que reprovaria na avaliação dá pra ver a qualidade dos novos policiais do DF. Brasília será o lugar mais seguro do Brasil.


Selos

13/Fev/2008

Tive a honra de receber dois selos do Raphael:

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Eu não tenho nada a ver com a escolha de uma boneca de vestido rosa pra segunda imagem, antes que digam algo.

Seguindo o costume, repasso os mesmos selos a três outros blogs:


O outro Brasil de 2008: Revolução?

3/Fev/2008

Não sei se todos lembram que o Ministério Internacional da Restauração, uma facção auto-multiplicadora que atua em igrejas cristãs (ou quase), vem propagando há alguns anos uma suposta profecia que diz “Em 2008, o Brasil será outro. Em 2010, o Brasil aos Teus pés”. Pois é. Estamos em 2008. Após o carnaval (já que este país só parece funcionar após esta festa maldita) convido a todos a observarem cuidadosamente. Se até as 23h59min do dia 31 de dezembro de 2008 este país não for outro estaremos diante de uma falsa profecia. E não adiantará espernear. No dia seguinte, vejam-se com Deus os profetas que a proferiram.

Armazenem os textos proféticos para posterior conferência:

O Tempo da Profecia Chegou

2008: O Brasil será outro

Feliz 2008

Estudo para células sobre 2008: o Brasil será outro

No primeiro dos textos acima indicados, uma coisa me chamou muita atenção. Trata-se de um comentário a respeito de política. Fez-me pensar muito. No final deste texto tiro uma conclusão a respeito. Deleitem-se:

Muitos pensam e dizem que política não é para crente e isso demonstra a falta de conhecimento da Bíblia por parte de muitos cristãos. A Palavra declara que há um Rei sobre nós: Jesus Cristo, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Logo, a visão do Reino é monárquica e por ser uma visão de monarquia, há reis e príncipes. O Rei reina e os príncipes governam.

Agora o Reino de Deus é uma monarquia. Caramba. Como não pensamos nisso antes? Por isso há generais espirituais nomeados diretamente por Deus, nobreza cheia de títulos (bispo, apóstolo… talvez apareçam barões, condes e duques). Obviamente, já que os cristãos são “filhos do Rei”, os príncipes que governam são os neo-neo-neoevangélicos. E cada apóstolo terá seu país particular, provavelmente.

Atenção, teólogos! Está definitivamente explicada a queda de Lúcifer. A teoria anterior deve ser descartada. Ele foi expulso do céu porque queria proclamar a república!

Falando sério, o erro da “Visão” é básico: confundir o Reino de Deus, termo usado por Jesus para uma realidade espiritual, com um reino terreno. É o mesmo erro que boa parte dos judeus cometeu, rejeitando a mensagem de Jesus, que falava de um reino transcendente, não de um império político, militarmente poderoso. Por não satisfazer a visão de rei implacável e conquistador que se esperava do Messias, Jesus teve uma morte deveras cruel. Por isso tenho medo de quem confunde o Reino de Deus com um governo humano. Pode ser que eles tentem crucificar Jesus de novo em sua segunda vinda.

O texto continua se superando:

A política nasceu como uma ordem de Deus (Gn 1:26). (grifo meu)

Eu esfreguei meus olhos para conferir se eu estava lendo isto mesmo. Se você não está vendo o absurdo, o texto referido diz o seguinte:

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26)

Por misericórdia. Algum ser vivo nesse planeta consegue ver neste texto alguma referência à criação da política? Exceto se, através de metáfora, peixes, aves, gado e “todo réptil” representarem o eleitorado em geral, o que seria condizente com a inteligência política deste país (créditos da piada ao meu pai), não há lavadeiras de roupa suficientes no mundo para torcer este texto ao nível pretendido. É uma interpretação descarada, desmesuradamente forçada e absurda.

Continuando:

O Profeta Samuel é apresentado como o Profeta que trouxe o avivamento político. Ele tirou Saul e colocou Davi. Eu creio que nossa geração é similar a geração de Samuel e que tiraremos os “Sauls” dos tronos para dar lugar aos “Davis”, homens segundo o coração de Deus. Essa é uma das nossas funções no Reino.

Esta é outra interpretação forçada do texto. Não há avivamento político relatado nos livros de Samuel. Qualquer um pode conferir na Bíblia, em I Samuel, a incorreção propagada neste parágrafo. Saul não foi destituído diretamente, nem por Samuel, nem por Deus. Samuel morreu quando Saul ainda era rei, aliás. O fato é que Saul suicidou-se. É certo que Samuel, por ordem divina, havia ungido Davi, mas este só subiu ao trono após o suicídio do rei. É certo também que Deus condenara o reinado de Saul, mas por falhas morais, não políticas. O problema de Saul era de caráter. Portanto, qualquer movimento promovido por Deus no trono de Israel foi por motivos espirituais e morais. Avivamento político é balela.

Inclusive os teólogos da política que defenderam esta idéia parecem se esquecer que, segundo a Bíblia, Deus nunca tinha planejado um rei pra Israel antes que eles pedissem (I Sm 8). Deus não parece ter preferência por formas de governo. O rei, além disso, só foi concedido após advertências de Samuel e insistências do povo. A advertência de Deus a respeito dos reis que reinariam sobre Israel está no capítulo referido. Tenho medo desses “Davis” que o MIR quer por nos “tronos” do Brasil.

E ainda tem mais:

O rei Davi era um Pastor. Precisamos de um governante na Nação que seja um verdadeiro Pastor.

Continuando o raciocínio, precisamos de um presidente que toque harpa, mate leões, tenha boa pontaria com fundas…

Esse atentado lógico parece ter a intenção de dizer que o próximo chefe do executivo deve ser um líder evangélico. Espero que pouca gente entre nessa conversa.

Haverá um dia que o nosso governante saudará a Nação com ‘graça e paz do Deus Todo Poderoso’ e abençoará o Brasil em nome de Jesus. Creio que nossa geração terá um presidente cheio do Espírito Santo e para isso não basta ser apenas crente, deve ser ungido para essa missão específica.

Espero que isto não aconteça. O Brasil, graças a Deus, é um país laico, não-confessional, sem religião oficial. O presidente, mesmo cristão, deve se lembrar que é presidente do país, de todos os brasileiros, não apenas dos cristãos. Esta idéia de um presidente abençoando o Brasil é contra a organização e as leis pátrias. E isto me leva a uma teoria, que é a conclusão de que tinha falado no início do texto.

A teoria parte das seguintes premissas, conforme o exposto:

1. O MIR acredita que o reino de Deus é monárquico.

2. O MIR acredita que os crentes sob sua jurisdição devem tirar os “Sauls” e colocar os “Davis”, isto é, tirar os atuais governantes e colocar outros que lhes interessem.

3. O governante do Brasil deve ser um pastor, confessionado e abençoador, ferindo princípios, constituição e leis.

4. “Em 2008, o Brasil será outro. Em 2010, o Brasil aos Teus pés”.

A conclusão é a seguinte:

O MIR quer lançar uma revolução, dar um golpe de estado em 2008, dividindo o Brasil em dois reinos, instaurar uma monarquia em cada, e, em 2010, coroar René Terra Nova rei do Brasil do Norte (ou Israel do Oeste) e Silas Malafaia rei do Brasil do Sul (ou Nova Judá).

Agora todos dirão que estou louco. Silas Malafaia não é aquele pastor que espumava a boca em rede nacional para desacreditar o modelo dos 12 apenas alguns anos atrás? Sim, é ele mesmo. Minha teoria surgiu após a seguinte notícia:

Terra Nova e Malafaia, pela unidade do Reino, fazem Congresso em Brasília

Em primeira mão para o site do MIR, o Apóstolo Terra Nova dá entrevista sobre seu encontro com o Pastor Silas Malafaia. Resultado de jejum e oração, esse encontro é um marco para uma mudança no Brasil, em 2008, e prova que Deus começou a mover os céus da Nação. Durante a conversa, falaram sobre assuntos como vida pessoal, Visão Celular e diferenças ministeriais, acertaram pendências e provaram, mais uma vez, que Jesus Cristo sempre prevalece

Link da notícia: http://www.mir12.com.br/br/index2.php?pg=ZW50cmV2aXN0YQ==&id=%2048

Se a teoria for verdadeira, a soberania nacional e a unidade da federação estão ameaçados. Provavelmente é apenas uma divagação, então não se preocupe. Ou é tempo de se preparar pra revolução ou de dar risada. Ou os dois, como diria o Neph.

P.S.: Eu sempre gostei de Arquivo-X.
P.P.S.: Antes de chamar seu advogado ou amaldiçoar o autor do site, lembre-se que o raciocínio apresentado é irônico, uma piada, humor, pra dar risadas, entende? Se bem que tem horas que é sério…

Promessas e seu tempo

18/Jan/2008
Então Jesus lhes disse: Esta noite, todos vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim. Replicou-lhe jesus: Em verdade te digo que nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. (31-35) (…)

Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia. Então começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente. (69-75)

Mateus 26

Promessas são para ser levadas a sério. Infelizmente, contudo, é mais freqüente que as promessas sejam levadas mais a sério pelos seus ouvintes que pelos que a proferem. É necessário cautela ao firmar uma palavra, pois ela sempre será cobrada.

Pedro afirmou de forma convicta no texto citado no início que não abandonaria Jesus. Na mesma noite ele descumpriu sua palavra. Por que Pedro seria tão incoerente em uma questão de horas? Apesar de ele ter demonstrado ter esquecido o que tinha dito, o esquecimento não é a causa da negação, mas uma conseqüência do erro de ter feito uma promessa equivocada.

Antes do Getsêmani, era muito fácil para Pedro e os outros discípulos dizerem que não deixariam Jesus. Eles estavam reunidos em uma casa, ceando juntos, instituindo um memorial que eles ainda não entendiam. Imagino que a solenidade profunda da primeira Ceia tenha alterado os ânimos dos onze (Judas já havia saído), mesmo que não a compreendessem de imediato. É de se pesar também o fato de Jesus ter sido recebido triunfalmente em Jerusalém poucos dias antes.

Enfim, era um momento propício à valentia: diante deles estava Jesus, que fora recebido como rei na cidade. À frente, um jantar simples mas inesquecível, e de grande significado. A triunfal recepção de antes e o enlevo espiritual daquela noite podiam fazer com que os discípulos prometessem o que não eram ainda capazes de fazer naquela época, ou seja, serem fiéis na adversidade.

Não estou diminuindo os apóstolos. Eles provaram sua fidelidade em momentos difíceis alguns anos depois, mas a obra ainda não estava completa naquela madrugada em suas vidas. Eles não entendiam o que estava acontecendo. O que parecia rei foi traído, preso, interrogado e torturado. Com a situação invertida, as promessas valentes deram lugar à fuga.

Dos guardas do Sinédrio, guiados por Judas, dez discípulos fugiram no Getsêmani. Pedro ainda mostrou uma aparente coragem, cortando a orelha de um dos enviados dos sacerdotes. Jesus o impediu de forma sábia, e ainda curou o ferimento do servo, colocando a orelha de novo no lugar. Obviamente, Pedro poderia ser morto ali mesmo caso continuasse lutando.

A mesma valentia, todavia, não foi demonstrada quando foi interpelado pelas pessoas. Pedro mostrou coragem ante as espadas e porretes, mas escondeu-se perante os homens. O Pedro das promessas fortes e cortador de orelhas deu lugar a um Pedro evasivo. Não temeu o ferro cortante, mas foi acuado pelas palavras. Negou Jesus três vezes seguidas e, lembrado por um inconveniente galo, pôs-se a lamentar em choro intenso.

Não se podia cobrar dos discípulos que entendessem plenamente o significado de tudo que se passava. Mas o que eu quero enfatizar não é isso, e sim a promessa equivocada feita por todos. Agora que as autoridades tinham assomado-se à frente deles como feras fariam eles as mesmas promessas grandiosas de horas antes? Certamente não.

É fácil prometer quando as coisas estão sob controle, e quando a sensação de segurança é acolhedora. Durante as dificuldades raramente se promete. Pelo contrário, as pessoas se escondem e evitam assumir qualquer responsabilidade. Os que antes tinham prometido algo se esquivam. Só os com coragem real enfrentam a situação e assumem o que disseram, falam o que têm que falar e fazem o que têm que fazer.

Portanto, não deixe que as mudanças de cenário tornem vazias as suas promessas. Seja constante, coerente e cumpridor do que diz. Para isso, pense antes de dizer, a execute após proferir. Todos à sua volta estarão observando e cobrando.


Impressões do EnBlogC

14/Jan/2008

O grande problema com a heterogeneidade do cristianismo pré e pós reforma sempre foi a falta de diálogo. Cisões desnecessárias aconteceram ao longo da caminhada cristã por falta de consenso em questões triviais. O início do protestantismo viu a divisão gerada pela soteriologia. O século XX assistiu as trocas de farpas entre pentecostais e históricos principalmente em questões pneumatológicas. A presente década vê problemas causados por desavenças em questões de prática de culto e adoração. Depois de passadas estas rusgas, um certo número de cristãos piedosos sempre percebe que eram apenas desavenças inúteis, e uma conversa longa e educada teria dado fim à guerra.

Talvez foi por esta predisposição histórica da fé cristã à falta de acordo entre os divergentes que fiquei, com a devida proporcionalidade, entendam, feliz com o EnBlogC, o Encontro de Blogueiros Cristãos, primeiro blogcamp cristão do mundo, promovido pela Blogosfera Cristã. Foi muito bom ver o encontro presencial de vinte blogueiros de pensamento diferente, de visões divergentes, conversando pacificamente a respeito de temas variados, incluindo alguns polêmicos. O encontro, transmitido ao vivo pelo uStream, teve ainda um chat, que contou com em torno de dezessete pessoas, embora eu acredite ter visto picos de dezenove, e participações on-line de blogueiros que não estavam presentes.

Estava presente desde gente da Sexxx Church até teólogo assembleiano. Infelizmente não pude estar lá. Participei apenas do chat. A discussão sobre qual anjo de qual blogueiro era mais forte e ajudaria a ganhar no sorteio dos livros foi muito proveitosa. Merecem os parabéns os organizadores diretos do evento, a Poliane e o Thiago, e todos os demais presentes pelo ótimo resultado. Espero então estar no próximo. É claro que deve haver um próximo. Há muito proveito para se tirar desses encontros! Que venha o EnBlogC 2009!

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